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domingo, 3 de junho de 2012

Serra do Cipó

Dia livre, um calorzinho, pegamos a estrada com a jardineira e rumamos para a Serra do Cipó. Linha Verde, Lagoa Santa, Santana do Riacho...

Vista da Serra do Cipó. Pedra do Elefante.
Original: Clique!

A aproximadamente 100 km de BH, na Serra do Espinhaço, situa-se um dos santuários ecológicos do Estado de Minas Gerais: A Serra do Cipó. Mais do que o point mais próximo para os acampamentos de Carnaval ou de outros feriados prolongados, o local funciona como a praia dos belorizontinos. É para lá que o mineiro da Capital vai quando quer passar um dia tranquilo, refrescante e ecologicamente perfeito. 

Cachoeira Grande  -  Parque Nacional da Serra da Cipó

A Serra do Cipó é rica em quedas d'água e oferece um ambiente excelente para prática de esportes náuticos e radicais, como o raft e o rapel. São muitas as cachoeiras, a diversidade de espécies da fauna e flora também impressiona e favorece o eco turismo e o turismo radical.

Flores Sempre Vivas  -  Parque Nacional da Serra do Cipó
Visite o site original para mais informações e imagens: Clique!

A flora, que já possui cerca de 2000 espécies catalogadas e que imaginam os botânicos não se tratar nem da metade, vai do cerrado, parte mais baixa da Serra, aos campos rupestres, onde se entra em contato com um ambiente bastante florístico, formado por sempre-vivas (família das Eriocaulaceae), canelas-de-ema gigantes (Vellozia gigantea), orquídeas, bromélias, margaridas, cactos, ipês e quaresmeiras, além de liquens coloridos que brotam sobre as pedras e plantas endêmicas que ajudam a manter o local permanentemente florido, se transformando em um autêntico santuário de pesquisa para os botânicos, e a colocar a região entre as mais ricas comunidades vegetais do mundo.
Clique a imagem para ampliar!
Originais em http://www.serradocipoturismo.com.br

A fauna apresenta dezenas de espécies de mamíferos, anfíbios e aves. No ambiente podem ser encontrados peixes como a pirapetinga - conhecida como a truta brasileira - pacas, tatus, tamanduás-mirins, onças jaguatirica, veados campeiros, macacos, lontras, lobos-guará, capivaras, lagarto preguiça, teús, tamanduás bandeira, carcará (ave de rapina), gafanhotos, ouriços caxeiros, acauãs, gaviões, codornas, corujas buraqueiras, perdizes, siriemas, azulões, sabiás, pica-paus, quatis, quero-queros, tucanos, pintassilgos, caxinguelês e beija-flores.

 "O beija-flor-de-gravata-verde (Augastes scutatus) e o pássaro Cipó Canesteros, ambos endêmicos da serra, despertam grande interesse em ornitólogos de várias partes do mundo, e vale lembrar que por garantir a reprodução das plantas o beija-flor é essencial para o ciclo de biodiversidade."
(trecho de texto encontrado em http://www.serradocipo.com)

Vídeo de anônimo apresentando a Cachoeira Grande

A bacia hidrográfica da Serra recebe água do Velho Chico e do Rio Doce. É impressionante também a formação rochosa. O local é considerado um patrimônio natural e, desde de 1984, abriga o Parque Nacional Serra do Cipó. Um ambiente de 100 000 hectares. Onde se pode ver e conviver com espécies em extinção, canyons e uma geologia do período pré-cambriano. Muito interessante a visita!
Canyon

A Cachoeira Grande atrai muito os turistas, devido à sua imponência e beleza. Uma queda de 10m e um lençol de água cristalina a seus pés. Muitos se arriscam em saltar de seu topo, mas alguns encontraram ali seu último desafio.
Cachoeira Grande
Clique a imagem para ir para o local original!

Na Serra se encontra estrutura turística com hotéis, chalés e pousadas; restaurantes e casas de souvenirs. Também se consegue guias.
Cachoeira da Farofa
Clique a imagem para ir para o local original!

Curiosidade: Em pleno coração do Estado, longe do mar, as rochas arenosas foram formadas por depósitos marinhos há mais de 1.7 bilhões de anos.

O local onde se situa a Serra faz parte do complexo turístico Estrada Real, uma vez que seus caminhos foram usados pelos bandeirantes de São Paulo. Para chegar ao Arraial do Tejuco, hoje Diamantina, em busca do ouro e pedras preciosas das Minas Gerais, era preciso desbravá-la. Os tropeiros em suas mulas criaram uma estrada de pedra em um local chamado Mãe D`Água, onde inicia a cobiçada cachoeira Véu da Noiva.
Cachoeira Véu da Noiva
Clique a imagem para ir para o local original!

O percurso serve de um projeto turístico que envolve a prática de trekking e passeios de mula. Algo bastante exótico!  

Peter Lund, Eugene Warming, J.B.Spix, Von Martius, August de Saint-Hilaire, o inglês George Gardner e brasileiros como Álvaro da Silveira, Ailton Joly e Nanuza Menezes são alguns estudiosos da natureza que se interessaram pelos campos rupestres da Serra e trabalharam nela. "O paisagista Roberto Burle Marx dizia que começou a entender mais as plantas quando passou a acompanhar o botânico mineiro H. L. Mello Barreto em suas visitas a Serra do Cipó, e sempre que retornava para buscar inspirações dizia-se cada vez mais fascinado."  (Site Serra do Cipó. Clique para ler todo o texto!)

Na Serra é possível, do folclore local, ouvir histórias fascinantes de aparições como, por exemplo, de OVNIs.

A Serra do Cipó possui vários municípios ao seu redor como Santana do Riacho, Morro do Pilar, Tabuleiro, Conceição do Mato Dentro e outros. Cada localidade traz seu atrativo de cachoeiras, geologia, arqueologia, águas, fauna e flora. Bons lugares para se viver aventuras. 
Alguns lugares já foram palco de produções televisivas, como a minissérie produzida pela TV Minas "Palmeira Seca", é nelas são mostrados o seu jeito de ser.

TEXTO
AAVítor

CRÉDITO DAS IMAGENS
No local

PESQUISA
http://www.serradocipo.com
http://br.viarural.com/servicos/turismo/parques-nacionais/da-serra-da-cipo/default.htm

quarta-feira, 21 de março de 2012

Um passeio em Caxambu

O Dr. Emmett Brown fez um ajuste na jardineira e fizemos uma viagem no tempo. Paramos em um terreno montanhoso e rico em águas ferruginosas. Um bom clima de montanha e ainda se ouvia índios cataguases pronunciando Catã-mbu para nos dizer que tais águas borbulhavam.
Uma pane nos circuitos e fomos levados um pouco adiante: a princesa Isabel buscava solução para seu problema de infertilidade: as águas. Desejo cumprido e com ele a construção de uma Igreja, Santa Isabel, em estilo neogótico, em razão do cumprimento de uma promessa. Era o ano de 1868.


A pane nos levou bem adiante. Podemos ver Alberto Curi, um filho da cidade, partindo para o Rio de Janeiro para se tornar um radialista famoso. O irmão dele, Jorge Curi, vai trabalhar nas rádios Tupi, Nacional e Globo, narra Copas do Mundo e apresenta o programa de calouros: A Hora do Pato.

Enquanto que o outro irmão, Ivon Curi, virará cantor e ator da Cinédia e dos primeiros programas de Renato Aragão: "pela peruca do Ivon Curi".

De volta ao futuro, rodamos com a jardineira pelas ruas de Caxambu, apreciando um conjunto arquitetônico, bem paisagístico e muito bonito, que data de 1880.

A cidade dista 382km da Capital mineira e abriga cerca de 21000 caxambuenses.

Dentre seus pontos turísticos, o Parque das Águas, é o maior, mas a cidade ainda oferece bom divertimento e apreensão de cultura em visitas a Igreja Matriz, que data de 1892, e a já citada Igreja de Santa Isabel de Hungria, construída após a visita da princesa e do conde D'eu. Outros locais para se visitar são o horto, há diversas praças, o Centro de Convenções e o famoso Hotel Glória. É recomendado o passeio de teleférico até o Morro de Caxambu.

Hotel Glória
Passeio de teleférico

Do Morro de Caxambu, a 186m acima do Parque e 1090m de altitude. se avista a cidade de Baependi e as serras próximas.Há uma estátua do Redentor, de 15m, que data de 1961, e o Cruzeiro, que é de 1929. São monumentos comuns de se encontrar pelos interiores de Minas, mas nem por isto dispensáveis de se visitar.

 Parque das Águas
Originais em https://olhares.uol.com.br/
O Parque das Águas, patrimônio Histórico e Artístico tombado pelo IEPHA, possui 210.000m2 de área, 12 fontes de águas minerais e um lago. As águas das fontes têm alto poder diurético e desintoxicante, com propriedades químicas diferentes umas das outras, fluem sem cessar. Ferruginosas, foram delas que a princesa foi provar e buscar a cura para a sua infertilidade. As fontes recebem denominações:há a da fertilidade; a da saúde; a da riqueza. Brincadeiras com pedalinhos e barcos alugados nas margens do lago, que é raso em alguns pontos e barrento, são possíveis. O clima da cidade gira em torno de 21º C.

Oriente-se conosco antes de fechar qualquer negócio!


Caxambu faz parte de um programa de turismo em Minas chamado Circuito das Águas, formado por estâncias hidrominerais.Um tipo de turismo recente e entre outras cidades incluem-se: São Lourenço, Baependi e Poços de Caldas.

FOTOS: Originais em https://www.abn.com.br/
POSTAGENS: Originais em https://twitter.com/opinoaberto
PESQUISA: https://www.ferias.tur.br/informacoes/2918/caxambu-mg.html

Dr. Emmett Brown é uma referência ao filme De Volta para o Futuro (Back To The Future. EUA, 1985. Direção de Robert Zemeckis) que se conecta à cidade de Caxambu devido à sua grande vocação de garantir ao visitante uma volta ao passado.

Prefeituras: Interessando antecipar a entrada da sua cidade aqui no Minaspédia, entre em contato conosco através do e-mail olegalzao@gmail.com.
PASSE O VERÃO LENDO UM CONTO QUE TE ENTRETERÁ COM UM ROMANCE INUSITADO, CENAS MÁGICAS VIVIDAS EM UM PARAÍSO TROPÍCAL E, DE QUEBRA, TE MOTIVARÁ A SAIR DE UMA VIDA DE SIMPLES COLABORADOR PARA VIVER A PARTIR DO ANO DE 2013 COMO UM GRANDE EMPREENDEDOR.

LEIA


A. A. Vítor

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no livro e se relacionar com outros leitores

domingo, 25 de dezembro de 2011

Pico do Ibituruna

A 320km de Belo Horizonte, na cidade de Governador Valadares, e em uma altitude de 1.123m situa-se o pico do Ibituruna,  conhecido como o melhor ponto para a prática de vôo livre do Brasil. A cidade de Governador Valadares respira o clima da prática deste esporte radical.
Governador Valadares vista do alto do pico. Original: clique!

Há quem diga que o ponto é o melhor do mundo para se saltar de asa delta ou de para glide. Em época de bons ventos pode-se voar por 100km.

A prática do vôo livre é constante, mas ainda se pratica outros esportes radicais no local.

O ar quente garante a autonomia do vôo demorado e a paisagem vista de cima pelos voadores durante o percurso compensa o esforço físico desprendido durante as manobras de condução da asa.
Uma linda apresentação do pico com o rio Doce a seus pés. Foto original: Clique!

Ao pé do pico está um dos mais conhecidos rios de Minas: o rio Doce. Um rio que aos trancos e barrancos atravessa o Estado do Espírito Santo e vai desembocar no mar.
O Pico do Ibituruna, ou Pedra Negra em tupi-guarani, é um dos muitos patrimônios naturais tombados do Estado de Minas Gerais. Assim como a Serra do Cipó, seu solo também data do período pré-cambiano e é formado por resfriamentos de vulcões vindos de invasão marítma.

No alto do pico a temperatura vai de 25º (dia) a 12º (noite). Uma variação considerada amena com relação ao topo de 40º da cidade de GV.
Rampas de decolagem. Original ampliado: Clique!

Há no pico duas rampas de madeira para a decolagem dos pilotos e duas naturais. O uso é regularizado por órgãos da aeronáutica. Todo o conjunto paisagístico da região é apropriado aos esportes radicais: canoagem, mountain bike, motocross, rapel, escalada e outros.

Clique o vídeo para assistí-lo diretamente do canal do autor, juntamente com outros vídeos.

Revistas estrangeiras registraram: Governador Valadares é a Meca do vôo livre. Realmente, em se tratando de paisagem, vale a pena conferir.

Clique os anúncios de nossos anunciantes para ajudar a manter este projeto!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Presépio Natural Mãos de Deus

 FOTO: Jornal Hoje em Dia. Original: Clique!

A partir de 2011, o Estado de Minas Gerais passou a contar com mais um presépio insólito. No perímetro urbano da encantadora "cidade de pedra" de Grão Mogol, conhecida por diversos atrativos, entre eles sítios arqueológicos, e que data do século XVIII, devido à exploração de diamantes, situada ao Norte de Minas a 576km da Capital,  foi inaugurado em uma área de 3,6 mil m2 o maior presépio de pedras ao ar livre do mundo.
Detalhe das esculturas. FOTO: Jornal Montes Claros. Original: Clique!

Denominado Presépio Natural Mãos de Deus, "um aglomerado rochoso de pedras sobre pedras em harmonioso desalinho", conforme define o construtor do projeto, o economista e ex-presidente da Associação Comercial de Minas Lúcio Bemquerer, que contou com a ajuda de sua esposa. O empresário diz ter apenas trabalhado a infraestrutura para acesso de visitantes ao local. São 72m2 de frente e 30 m2 de altura, que para levantar os quais foram utilizados 1,2 mil m2 de pedras São Tomé oriundas da própria cidade e o ferro que compõe os corrimões chega a 1,5km. O custo total da obra foi de, aproximadamente, R$ 600 mil.
O escultor Antônio da Silva Reis produziu as peças em seu atelier em Contagem, Minas Gerais.
FOTO: Jornal O Tempo. Original: Clique!

São 17 personagens bíblicas, esculpidas em cimento pelo escultor Antônio da Silva Reis em tamanho natural. Podem ser encontrados: Nossa Senhora jovem e mãe; São José; o Menino Jesus; anjo Gabriel (e outro anjo); pastores (2); Reis Magos (3) cavalo, boi, galo, carneiros (2) e burro. Os visitantes têm acesso aos personagens como num palco de teatro.

Para gerir a atração foi criado o Instituto Mãos de Deus.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA: Jornal Hoje em Dia.Acesso em 20/12/2011. 11:30h.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Presépio do Pipiripau

O Museu de História Natural, localizado à rua Gustavo da Silveira, número 1035, no bairro Santa Inês, em Belo Horizonte, abriga o Presépio do Pipiripau, sempre muito procurado na época do Natal.

O mineiro tem como tradição no Natal montar presépios. Da forma que lhe for possível, desde o começo do mês de dezembro de cada ano, imagens das personagens que representam a história da chegada do menino Jesus, incluindo a estrela de Davi, são dispostas em espaços reservados nos estabelecimentos domésticos e até comerciais.


Cena: Jesus adorado na manjedoura. Imagem original: clique!


Podemos dizer que o Pipiripau é o mais famoso e o mais original de todos. Com suas 45 cenas da vida de Cristo, nas quais 580 figuras se movem. A construção de Raimundo Machado de Azevedo data de 1906 e revela a singeleza característica dos presépios mineiros. Retrata muito da vida cotidiana de Belo Horizonte ao longo das primeiras décadas do séc. XX. Devido a seu enfoque cultural e religioso, além da técnica e arte adotadas, foi tombado em 1984 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).


É muito prazeroso fazer uma visitinha e ver essa beleza de museu vivo (que se move e se escuta) de perto.

sábado, 27 de agosto de 2011

Benjamim Guimarães

Debaixo d'água lá se vai a vida inteira
Por cima da cachoeira o gaiola vai subir
(Sá & Guarabira - Sobradinho)

A jardineira ficou estacionada no cais e nós viemos para cá: à bordo do barco a vapor Benjamin Guimarães. Não é dia de Révellon, mas é uma satisfação tão boa flutuar sobre o velho Chico, admirar as carrancas nas margens ou apreciar o trabalho dos pescadores de dentro deste barco que realmente não dá para deixar para outra hora!


O gaiola, como é conhecido desde sua época, é um barco a vapor, único no mundo em atividade, que navega em caráter turístico pelas águas do rio São Francisco, num percurso que vai de Pirapora à Barra do Guaicuí, onde o rio encontra com o Rio das Velhas, proporcionando uma viagem prazerosa que dura cerca de 4 horas. Um passeio fantástico, romântico e alegre que é por bem comparado a um cruzeiro marítimo: um cruzeiro brejeiro!
Almanaque Brasil no Youtube

Em outras épocas, esta embarcação ia até o município de Juazeiro na Bahia e as necessidades da viagem não eram precisamente turísticas. O barco levava cerca de 9 dias para completar o percurso de ida e 14  dias para completar o percurso de volta à Pirapora.
A HISTÓRIA

O Benjamim Guimarães foi construído em 1913 pela empresa James Rees & Company, em Mississipi, Massachusetts, EUA, onde serviu à navegação daquele rio famoso. Depois, veio para o Brasil vendido à Amazon River Plate, e navegou na bacia amazônica, até que foi comprado, na década de 20, por Julio Mourão, que o remontou em Pirapora e o rebatizou, dando-lhe o nome de seu pai.

Foto antiga do Gaiola

Na década de 40 o barco foi novamente vendido, desta vez à Navegação e Comércio do São Francisco, empresa do coronel Quintino Vargas. A existência do barco na região, juntamente com outros "gaiolas" como o Barão de Cotegipe, o Wenceslau Braz e o São Francisco, foi muito importante para a vida da população regional, mesmo tendo sido utilizado mais ao transporte de cargas do que o de passageiros. Mas esta parte da história viu seu fim nos anos 80, quando a navegação à vapor entrou em decadência.

Simulação do barco no passado: ouça o apito da chaleira.

Em 1995, o Benjamim Guimarães, através do IEPHA, foi tombado pelo patrimônio histórico e em 1997 se tornou patrimônio da cidade de Pirapora, graças a um acordo entre a Franave (Companhia de Navegação do São Francisco) e a prefeitura da cidade.
Carrancas do tipo totén e pescador do São Francisco.


Exibir mapa ampliado
Percurso do Rio São Francisco que vai de Pirapora até a Barra do Guaicui.
 
O barco passou por uma interdição pela Capitania de Portos de Minas Gerais em 1995, devido a falhas na caldeira, mas, a partir de 2002, sofreu uma restauração que o fez retornar a ativa. Hoje, o Benjamim continua sendo uma atração para quem passeia pelos lados do Médio São Francisco. Uma viagem imperdível, cheia de poesia e histórias, que fazem com que a vida volte a ter júbilo e se transforme em uma festa intensa.


Pesquisa:
http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/1018908 Em 30/12/2010, 19:51
http://www.andarilhodaluz.com.br/bots/gingaimprime_popup.php3?id=383&menuId=442 Em 30/12/2010, 19:54

Links:
Turismo à bordo do barco à vapor: http://www.maracaja.com.br/
Prefeitura de Pirapora-MG: http://www.pirapora.mg.gov.br/

E a gente se despede. Vamos voltar à jardineira, o Manuel, e partir para a coleta de mais uma postagem para a nossa enciclopédia.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Rio Acima

Saímos de BH, Minas Gerais, e percorremos 34 km pela MG 030 com a jardineira  rumo a uma cidade vizinha para mostrar

Os encantos de Rio Acima

   Às margens da Estrada Real, caminho que ligava o Rio de Janeiro às Minas Gerais nos tempos do Imperador,  participante, como localidade de extração, da denominação Circuito do Ouro, e, por estar dentro do traçado geológico, do Quadrilátero Ferrífero, protegida ao leste pela Serra do Gandarela – santuário natural bem preservado, localizado a sudeste de Belo Horizonte, que fornece água em  boa quantidade e qualidade e possui belas cachoeiras, poços e corredeiras – , a 740 m do nível do mar, variando altitudes de 700 m a 400 m e coordenadas geográficas 20° 04’ 42” de latitude S e 42° 47’ 20” de longitude W, situa-se o município que tem 6567 habitantes na área urbana e  1084 habitantes na área rural, conforme o Censo 2000 do IBGE: Rio Acima.

Passeio virtual pela cidade a partir da rua Nossa Senhora do Carmo.
Reduza a imagem para visualizar mapa.

   A localidade possui clima temperado quente, com temperatura anual de 21,9º C e média oscilando entre 14º C e 28º C. A vegetação de campo é a predominante e se encontra arnica, congonhas, fruta de lobo, pequi, guabiroba, araçã, algaroba, araticum, aroeira, barbatimão, cassia aleluia, cedro, ipê amarelo, ipê branco, ipê roxo, ipê rosa, pau brasil, pau de ferro, sibipuruna, cagaita, manacá da serra, quaresmeira e outras plantas.


   Da fauna se pode ver aves: andorinhas, beija-flores, bem-te-vis, sanhaços-fogo, canários, curiangos, picapaus do campo, inhambus, codornas, martins pescadores, papa-tocas, gralhas do mato, quero-queros, joães-de-barro, tangarás dançarinos; Repteis e peçonhentos: aranhas armadeiras, aranhas caranguejeiras, cobras-d’água verde, calangos tiús, cascavéis, corais falsas e verdadeiras, jararacas, calangos. E outros animais como a capivara, o caxinguelê, o gambá, o macaco sauá, o mico-estrela, o mão-pelada, o quati, o ouriço-caixeiro e o tatú.

FESTAS E EVENTOS
   No mes de junho, no fim de semana anterior ou posterior ao dia 13 (feriado municipal) é realizada  a festividade cartão de visita da cidade a Festa de Santo Antonio, seu padroeiro. Organizado por membros da Igreja Católica, o evento promove encontros e reencontros dos rioacimenses. Em outubro, junto da Capeia do Rosario, há a Festa de Nossa Senhora do Rosario e no dia 12 a Festa de Nossa Senhora Aparecida. A Festa de Santa Luzia inicia-se em novembro e encerra-se no dia 13 de dezembro na capela construída pelo sr. Alfredo Pedrosa e familiares com total adesão de toda população do Jatobá, Matinha e Rio Acima. Há também as festas natalinas, que destacam as ações das Pastorinhas, os presépios performáticos em domicílios e praças e a Folia de Reis. Completam as festividades católicas as  comemorações da Semana Santa.
   Fora do tópico religião há o Torneio da Independência, realizado em setembro na quadra do centro social, que traz até a cidade times de futebol e handebol de toda a região metropolitana.

ATRATIVOS:
   Construções da época do desenvolvimento da cidade, cujo marco inicial é o curralinho do alto do Mingu, passa-se pela fábrica de cerâmica Morgan, a Associação dos Artesãos de Rio Acima, o Centro Social construído pela Samsa,  a fábrica de ocre, o casarão dos Viana, o pontilhão, a Câmara Municipal de Rio Acima, a casa de saúde Pedro Gianette, a capela de Santa Luzia, a Igreja de Nossa Senhora das Dores e a de Santo Antônio, as ruínas da capela, a caixa d’água, a fazenda Anglogold, a casa de pedra (mais de 100 anos), construída por escravos, e a Estação da Cultura, um complexo cultural dentro da estação ferroviária, que data de 1891, e que compôs a E. F. Central do Brasil, cujos inesquecíveis trens de subúrbio, ou trens-paradores, eram utilizados por trabalhadores e turistas até os anos de 1990.


   Belezas naturais: Cachoeira Chica Dona (mais de 60 metros de altura), fica na divisa entre Rio Acima e Itabirito, Cachoeira das Rosas, a 6km do distrito Cocho de Água, Cachoeira Mingú, manancial da cidade, Cachoeira da Sansa(aprox. 30m de altura), fica na área urbana de Rio Acima, feita de rochas vulcânicas e de coloração cinza e granulação de fina a média e a Cachoeira Viana, a mais tradicional da região: 4 quedas d’água, localizada no sentido do condomínio Tangará.

História da cidade
1717, eram já numerosos os moradores possuidores de escravos, conforme se vê no rol para cobrança dos quintos.
1736, Rio Acima surgiu como povoado em torno de uma capela erguida nas barrancas do Rio das Velhas. Povoado de bandeirantes, mineiradores e comerciantes de tropas, experimentou tal florescimento em meados do século XVIII.
1752, em 16 de janeiro foi a paróquia declarada colativa.
1773, 28 de janeiro, a igreja de Nossa Senhora do Rosário foi erigida por provisão. Foi suprimida várias vezes, tendo sido restaurada definitivamente em 7 de abril de 1841.
1831, Santo Antônio do Rio Acima, recebe o casal imperial, D.Pedro I e D. Amélia Leuchtenberg, no dia 9 de fevereiro. Um acontecimento marcante e uma das últimas viagens de D.Pedro como imperador do Brasil: em abril do mesmo ano voltaria para Portugal, deixando seu filho em seu lugar.
1890,  1 de junho, é inaugurada a Estação Ferroviária Central do Brasil e traz, junto com ela, um novo impulso econômico à região.
1891, 5 de fevereiro, Santo Antônio de Rio Acima deixa de integrar o município de Sabará, passando a integrar, como arraial, o município de Villa Nova de Lima, comarca de Sabará.
1903, é criada a Siderúrgica de Santo Antônio, onde eram fabricadas caçarolas e peças para banheiro.
1921, Inauguração do trecho rodoviário na região de Santo Antônio do Rio Acima a Belo Horizonte.
1926, começa o funcionamento da Cerâmica Giannetti Lotti.
1928, 28 de setembro, é inaugurada a ponte sobre o Rio das Velhas
1923, 7 de setembro, a região passou a ser denominada como Rio Acima.
1946, 26 de outubro, foi fundado o Esporte Clube Rio Acimense .
1947, 14 de março, a lei nº  2441 criou o Grupo Escolar Honorina Gianetti.
1948, em 27 de dezembro a região é desmembrada de Nova Lima.
1953, 27 de dezembro, a Igreja Matriz de Santo Antônio, construída na segunda metade do século XVIII, é demolida.
1956, em julho deu-se o encerramento das atividades da Sociedade Anônima Metalúrgica Santo Antônio (SAMSA).
1964, 22 de fevereiro, o decreto nº 7431 cria o Grupo Escolar de Rio Acima.
1964, em 27 de setembro o decreto nº 8746 dá a demolição do Grupo Escolar Padre Osvaldo Carlos Pereira.
1965, junho, após 23 anos a Cia. de Mineração e Siderugia Gandarela é encerrada.
1972, mês de junho, é inaugurada a Ponte Santo Antônio, sobre o córrego de mesmo nome no bairro Pastinho.
1974, em 31 de março, é instalada a Minerações Brasileiras Reunidas em Rio Acima com a finalidade de realizar pesquisas e em 04 de Abril foi fundado o Apolo Social Esporte Clube.
1983, a Cerâmica Viulca passa a denominar-se Cerâmica São Cristovão.
1984, 7 de setembro, é fundado o Palmeira Esporte Clube (Palmeirinha).
1985, dá-se a inauguração da ponte sobre o Corrégo Mingu.
1988, a Cerâmica São Cristivão é leiloada e recebe nova denominação: Cerâmica Medrado Ltda.
1990, dá-se o término da torre da Igreja Matriz de Santo Antônio.
1994, em Junho foi reinaugurada a Casa de Saúde Pedro Giannetti.
1996, construção da praça em homenagem a Santo Antônio, em frente a Igreja Matriz.
1998, criação da Associação Rio Acima Natureza Viva.
2000, Rio Acima passa a pertencer ao Programa Educativo de Desenvolvimento da Estrada Real por ser abrangida pelo Caminho do Sabarabuçu, que foi integrado ao traçado do programa como uma extensão do Caminho Velho.
FONTE: http://www.rioacima.com. (08/07/2011-22h).

Voltamos à jardineira e nos despedimos desta encantadora cidade, após tomarmos um bom banho de cachoeira e passear pelas ruas e praças da cidade, apreciando paisagens e casarões.


Até a próxima jornada!

Texto: AAVítor (adaptado).
Fonte de pesquisa e imagens: http://www.rioacima.com. (Vale a pena visitar!).

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Banda Mole

Sempre a uma semana da chegada do Carnaval acontece em Belo Horizonte o tradicional desfile da Banda Mole. Paramos a jardineira em algum canto do centro da cidade para conferirmos de perto as particularidades desse movimento de descontração e euforia, embora estejamos no meio do ano, quando em outras épocas acontecia um carnaval temporão em Belo Horizonte, o Carnabelô, que, assim como o frio que costumava acompanhar e ganhar o carinho da população nesse período,  já não existe mais.

BANDA MOLE
“A minha vida é esta, 
subir Bahia, descer Floresta”.
Rômulo Paes

A frase do cronista e compositor Rômulo Paes  não foi escrita para a ocasião, mas serve para definir este monumental movimento cultural em seus primeiros anos. Atualmente, devido à expansão atribuída ao sucesso, se encontra bem mais complexo.

Criado em 1975 com a alcunha de pré-carnaval pelo conhecido Movimento Machão Mineiro (MMM), o desfile da Banda Mole é hoje uma das principais expectativas do carnaval belohorizontino, apesar de acontecer, imprescindívelmente, uma  semana antes da festa da carne, entre 14h e 22h.

O Evento gratuíto e democrático, porém, organizado, atrai foliões e figurinhas marcadas de drags e saudosistas de todo o Estado, e até mesmo do país, que vão subir a rua da Bahia, partindo de seu encontro com a avenida Afonso Pena, próximo ao Palácio das Artes, vestidos de muita fantasia e irreverência e a lembrar a época boa dos carnavais regados a bons e inteligentes temas de homenagens ou sátiras, os enredos, bonecos alegóricos, shows, tranquilidade e alegria, e marchinhas carnavalescas de todos os tempos, puxadas pela Charanga do Bororó, formada por representantes do MMM.

Qual mineiro de BH não tem uma história para contar acontecida em um desfile da Banda Mole?

Fontes de pesquisa
Jornal Hoje em Dia Banda Mole comemora 35 anos de folia na avenida.
Acesso: 25/2/2011 21:17.

Foto: Divulgação da Belotur. Original: clique.

domingo, 14 de agosto de 2011

Maria Fumaça

Ponta de areia, ponto final
Da Bahia-Minas, estrada natural
Que ligava Minas ao porto ao mar
Caminho de ferro mandaram arrancar
Velho maquinista com seu boné
Lembra o povo alegre que vinha cortejar
Maria fumaça não canta mais
Para moças, flores, janelas e quintais
Na praça vazia, um grito um ai
Casas esquecidas, viúvas nos portais

(Ponta de Areia. Milton Nascimento & Fernando Brant)
É com muita emoção que estacionamos a jardineira, bem rapidinho, para não perdermos o trem que vamos pegar, para preencher de informações e lembranças, com muito requinte, mais uma página da nossa enciclopédia.

1880, findo o trabalho dos operários, está disponível aos usuários de transporte de trilhos situados entre as cidades de Antônio Carlos e Barroso a EFOM: Estrada de Ferro Oeste de Minas. Integrada à histórica Ferrovia Leopoldina, a 13ª da malha ferroviária brasileira, que chegou ao Estado de Minas Gerais, em 1872, partindo da atual cidade de Cataguases.

Vídeo original: Clique!

1881, a articulação da população de São João Del Rey, interessada pelos benefícios da bitolinha, apelido carinhoso que a estrada recebeu, devido a dimensão peculiar de seus dormentes, de aproximadamente 30 polegadas, faz com que sua sede seja implantada na cidade. A estrada recebe a alcunha de "a mais mineira das estradas de ferro" e é considerada a primeira ferrovia do Estado de Minas Gerais, uma vez que as demais que o atinge possuíam, na época, sedes fora de seus limites.

A extensão da estrada chegou a ser de 602 km e serviu ao transporte de passageiros e cargas durante um longo período. Hoje, ela ainda funciona, sendo o trecho que liga São João Del Rey a Tiradentes, ambas cidades históricas, bastante procurado por turistas interessados em viajar em uma locomotiva a vapor americana, do início do século XX, a Maria Fumaça, percorrendo 13 quilômetros, durante meia hora, tendo como panorama o rio das Mortes e a serra de São José, atrás do chamado turismo histórico ou cultural,  e por que não dizer ecológico, que busca resgatar, com prazer e muito glamour, uma época de desenvolvimento não só da malha ferroviária do Estado de Minas Gerais, mas também de diversos aspectos da sociedade brasileira.

O complexo ferroviário de São João Del Rey é considerado um dos pilares que deram origem a ferrovia Centro-Atlântica, uma malha federal que liga estados do Sul ao Nordeste do país. Desde 1989, este complexo é tombado pelo patrimônio histórico nacional.



Texto: AAVítor.
Pesquisa:
Ferrovia Centro Atlântica: Uma ferrovia e suas raízes. em Google Books.
http://www.tiradentes.net/maria.htm
http://www.feriasbrasil.com.br/mg/saojoaodelrei/passeardemariafumacaatetiradentes.cfm
Ouça a música que vem de Minas: "Ponta de areia" na voz de Milton Nascimento:
https://www.youtube.com/watch?v=15g6YWqG3vc

A gente fica por aqui! Vamos passear um pouco de Maria Fumaça e depois curtir bastante a cidade histórica de Tiradentes, que em breve terá seu registro específico aqui no blog!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Diamantina



Quando à noite a linda lua 
torna as pedras cor de prata
Diamantina sai à rua 
transformada em serenata.
Seresteiros indormidos, 
dedilhando violões,
Levam música aos ouvidos 
e saudade aos corações.

A seresta apaixonada 
corre as ruas do Macau,
Capistrana, Cavalhada, 
São Francisco e Burgalhau.
Estas ruas serpeantes 
é tão fácil entendê-las,
Descem doidas por diamantes, 
sobem ávidas de estrelas.

O Itambé, mesmo de longe, 
ouve os sons quase em surdina,
Ergue as mãos azuis de monge 
e abençoa Diamantina.
Se de um sonho nada resta, 
só saudade, só, mais nada,
Como é linda uma seresta 
numa noite enluarada.

(Pe. Celso de Carvalho)
em Mapa dos Encantos

Rumamos com a jardineira para o norte do Estado, chegamos a uma das mais importantes e pitorescas cidades de Minas Gerais: a formosa Diamantina.

Tijuco era só um arraial sem importância, perdido no, hoje, Alto do Jequitinhonha. Coordenadas: 18° 14' 56" S 43° 36' 00" O. Altitude: 1113 m do nível do mar.

Porém, por volta de 1720, foi encontrado ouro nesta região e a vida da localidade deixou de ser pacata e desimportante. Passou a receber tropeiros, atrás de pedras preciosas: diamante, para mais tarde se dar ao luxo de abrigar portugueses de alta estirpe, e, até, virar côrte de uma escrava.


1734 é o ano que o arraial se conhece como uma verdadeira cidade. Deu-se a criação da intendência dos diamantes e a promoção a centro político-administrativo do distrito diamantino. Em 1739 foi estabelecido o Contrato: a exploração das jazidas de diamantes era cargo do Contratador. 1771 é o ano em que a Coroa Portuguesa cria o Regimento Diamantino. Um código de leis regendo a exploração dos diamantes, que ficou conhecido como "livro de capa verde". O arraial se transforma em um “Estado dentro do Estado” e recebe a denominação de vila em 1831. Em 1838 o rebatismo: Cidade de Diamantina. Seu povo passou a receber a denominação de diamantinense.




A atividade mineradora na cidade é marcante, influenciando-a em muitos aspectos, que vão refletir nos dias de hoje devido a uma história repleta de aventuras, heroísmos, romances, traições, busca pelo poder, e que deixou um legado de riquezas: material, cultural, arquitetônica, que fazem da cidade, atualmente, um exótico e bem conservado cartão postal de Minas Gerais.

Em Diamantina, imperadores da Coroa Portuguesa, desfilando com seus servos, foram recebidos; Chica da Silva, a escrava rainha, ganhou seu reinado das mãos de João Fernandes de Oliveira, seu contratador apaixonado; Juscelino Kubitschek nasceu, para daí alavancar seu progresso e dar uma nova Capital ao país. Também são filhos de Diamantina: o ator Vladimir Brichta, a poetisa Helena Morley e Hilma Caldeira, uma das maiores jogadoras de vôlei deste nosso país.

Diamantina, hoje, tem por volta de 45800 habitantes. Dista 292 km da Capital, Belo Horizonte, e possui uma temperatura média de 18ºC e clima tropical de altitude. Serve a diversos tipos de turismo, sendo o mais importante o turismo voltado para as cidades históricas. O ponto de partida dos tropeiros e demais viajantes da época colonial e, também, do ouro, a caminho do Rio de Janeiro, a chamada Estrada Real, era em Diamantina. Hoje, essa estrada deu origem e nome a um complexo turístico muito avançado e bastante movimentado. O carnaval desta cidade está entre os melhores do ranking do Estado.

Passeio virtual pela ruas da cidade. Reduza o zoom da imagem
caso queira visualizar a localização no mapa.

Dados físicos e geohumanos da cidade: clique!

Texto: AAVítor

Fontes de pesquisa:
Recanto das Letras - História e curiosidades sobre a Cidade.
Desvendar - História, dados e agenda da cidade.
Educar Brasil - Estrada Real.
Viagem e sabor -  Original da foto. Nesse site se encontram: fotos e informações complementares muito úteis.

Links:
Prefeitura de Diamantina - Informações diversas, agenda da cidade, programação de festas e turismo.

Veja muitas fotos da cidade em http://www.ferias.tur.br/fotos/3036/diamantina-mg.html


 
Além da beleza arquitetônica barroquina, Diamantina também possui belezas naturais. Após um belo passeio pelas ruas da cidade, nada melhor do que curtir as águas da Cachoeira do Sentinela.

sábado, 6 de agosto de 2011

Raposos

Depois de tomar a MG-030 e percorrer a rodovia José Francisco da Silva e a rodovia de acesso a Raposos, além de atravessar o rio das Velhas, a jardineira foi estacionada na praça Getúlio Vargas para conhecer esta encantadora cidade, Raposos, que integra o circuíto turístico Estrada Real.

História do Município

Um dos primeiros povoados de Minas Gerais. Fundado em 1690 por Pedro de Morais Raposo, bandeirante do território paulista que se estabeleceu na cidade. No início, recebeu o nome de Arraial das Velhas e, posteriormente, passou a se chamar Arraial dos Raposos.

O Arraial de Raposos foi se desenvolvendo com a instalação dos primeiros engenhos, com o abastecimento dos primeiros monjolos para a fabricação de farinha de mandioca  e com as plantações de feijão, arroz, milho e cana-de-açúcar.

Como de costume na época, foi edificado um templo e erguida uma pequena ermida de pau-a-pique, que foi consagrada como a capela de Nossa Senhora da Conceição, em 8 de Dezembro de 1690 - a 1ª Matriz de Minas Gerais.

Em 27 de dezembro de 1948, o Arraial dos Raposos é elevado à categoria de município, denominado Raposos, desmembrando-se de Nova Lima em 1º de Janeiro de 1949. Em 1950, Lindouro Duarte Batista tornou-se o primeiro Prefeito da cidade.


Show de imagens: História; Vistas panorâmicas da cidade; Igreja Nossa Senhora da Conceição; Represa do Cambimba; Monumento ao fundador de Raposos; Estação ferroviária; Cachoeiras; Artesanato; Cristo de Raposos
 

Cultura e Festas
Em Raposos, existem várias manifestações culturais como o Congado, a Marujada, o Moçambique, a Cavalhada, a Pastorinha, a Capoeira, a Procissão das Almas, a Folia de Reis e outras que sobreviveram graças ao povo raposense. Também se destaca o Carnaval da cidade e as festas juninas.

Artesanato
Existem na comunidade diversas costureiras, lavadeiras, costuradores de bola, entre outras.

Beleza natural

PASSEIO VIRTUAL
Faça um passeio virtual por Raposos à partir da rua Marajó

A cidade conta mais de dezoito nascentes com paisagens de rara beleza, que transformam o município em um verdadeiro santuário ecológico, proporcionando lazer e emoção aos praticantes de trilhas e campismo e aos apreciadores da Natureza. Algumas dessas atrações turísticas podem ser resumidas no Poço dos Crentes, da Pedra e dos Impossíveis.

Dados técnicos
Ano de Instalação: 1948
Microrregião: Belo Horizonte
Mesorregião: Metropolitana de Belo Horizonte
Altitude da Sede: 732 m
Distância à Capital: 23.0234Km
População:15.341 

Localização:

Texto: AAVítor (com adaptações)
Fontes de pesquisa e fotos:
http://www.ferias.tur.br
http://www.raposos.com.br

Página da enciclopédia preenchida, tarefa do dia cumprida! Nos despedimos aqui. Vamos tomar um bom banho de água doce na represa, relembrando os bons e velhos tempos dos passeios de trem de BH a Raposos dos anos 80, para, em seguida, rumarmos para nossa próxima passagem.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Gruta de Maquiné




"A mais rica imaginação poética não saberia
engendrar uma tão esplêndida morada 
para os seres maravilhosos; 
diante desta notável gruta, ela seria forçada 
a confessar sua impotência(...)
(...) quanto a mim, confesso que, 
seja quanto à natureza, quanto à arte, 
jamais contemplei algo tão maravilhoso".
Peter Lund sobre a Gruta de Maquiné.

A Jardineira esta semana chegou a Cordisburgo, terra do escritor Guimarães Rosa, a aproximadamente 120km de Belo Horizonte, para falar de uma das maravilhas da espeleologia brasileira: a gruta de Maquiné, a mais visitada do país e considerada uma das mais belas do mundo. Com seus coloridos e enormes salões e suas  grandes estalactites que vêm do teto e que impressionaram o pesquisador dinamarquês e pai da paleontologia e arqueologia no Brasil, Peter Wilhelm Lund (1801-1880) , que buscava refúgio neste país, devido ao clima, da tuberculose que lhe levara dois irmãos.
Descoberta em 1825 pelo português Joaquim Maria do Maquiné, porém, só começou a ser pesquisada em 1834 pelo dinamarquês Peter Lund, uma espécie de Arne Saknussen que pintou por essas bandas.

Estalactites enormes. 
Original em: http://www.viagensmaneiras.com

São 650 metros de extensão e uma profundidade que chega a 18 metros, resultando em uma área de 12.000m². Em seu interior, a temperatura varia entre 18° à 22°C.

O interior da gruta é rico em cor. 
Original em http://www.viagensmaneiras.com

Na entrada da gruta existe uma infraestrutura turística com estacionamento, pousadas, restaurantes e guias que podem ser contratados para ajudar no passeio, conduzindo pelos caminhos das galerias, tecendo informações acerca de cada uma delas, orientando quanto a cuidados a serem tomados para evitar os perigos que podem existir em alguma altura do percurso e também quanto a preservação das paredes. Os guias também informam algumas curiosidades como o local que o explorador Peter Lund teria usado para se acomodar no interior da caverna durante seus estudos; As figuras descritas pelas estalactites em cada câmara; A existência de um pátio, onde um pequeno lago é formado em épocas distintas; E a lenda do Rei Magro.


Passeio virtual pela Gruta. Imagens: Youtube.  
(Ainda não há a opção no Google Street View)
Trilha sonora: Manuel, O Audaz. 1981, Lô Borges e Toninho Horta.

As paredes da gruta delineam figuras que dão nome aos salões. Há uma espécie de ante-sala, bem na entrada, que ainda recebe luz exterior. Continuando o trajeto, chega-se, em seguida, ao salão do Urso,  que é formado por uma ampla sucessão de estalactites.Há o salão do carneiro ou do elefante,  o mais bonito, na minha opinião, onde destacam-se notáveis formações, dentre as quais a de um grande cogumelo. Além do valor espeleológico, na Gruta de Maquiné foram encontradas ossadas humanas e de animais pré-históricos.
Ainda com respeito à gruta, pode-se tecer uma série de novas informações como, por exemplo, o conto da lenda do Rei Magro ou sobre o Museu Guimarães Rosas. Por hora, vamos limitar o resumo às características e localização da Gruta, deixando os outros assuntos para os tópicos em que serão enquadrados posteriormente aqui no Minaspédia, como o Museus de Minas, Cidades de Minas, Escritores de Minas ou Folclore de Minas.

Sites utilizados para pesquisa:
Sua Pesquisa - Informações sobre a espeleologia no Brasil.
Viagens Maneiras - Informações sobre a gruta, horários de visitação e outros.
Circuito das Grutas - Informações turísticas.
Museu das Minas e do Metal - Biografia de Peter Lund.
Informatoz - Mini-expedição pelos caminhos de Peter Lund.
Prefeitura de Cordisburgo
Prefeitura de Lagoa Santa
Prefeitura de Matozinhos
Prefeitura de Pedro Leopoldo