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segunda-feira, 18 de julho de 2022

A literatura que vem de Minas: Chapadão do bugre

O blog "Minaspédia, a enciclopédia de Minas" está de volta. E discorrendo sobre a obra literária "Chapadão do bugre", do escritor Mário Palmério, inauguramos o marcador "A literatura que vem de Minas", no qual serão listadas obras produzidas por autores mineiros.

O professor, educador, político e romancista Mário Palmério, Mário de Ascenção Palmério, mineiro de Monte Carmelo, Minas Gerais, nascido em 1 de março de 1916, inspirou-se em uma chacina ocorrida no dia 26 de setembro de 1909 nas dependências do Fórum de Passos, no Sudoeste de Minas Gerais, que ficou conhecida como Matança ou "Tocaia no Fórum", na qual foram assassinados dois coronéis, líderes políticos locais. Caso que ganhou ampla projeção nacional devido aos protestos apresentados no Senado Federal pelo renomado Rui Barbosa, denunciando o possível envolvimento de autoridades mineiras e a urgência de investigar as razões dos crimes (FONTE: Jornal do Sudoeste).

Na literatura, o interior de Minas do início do século XX, época de coronéis e jagunços, de mandar quem pode e de obedecer quem tem juízo, de lavar a alma com sangue, dá o panorama para a história de José de Arimatéia, sujeito bom, de pouca prosa, muito reservado, dentista ambulante, enrabichado por Maria do Carmo (FONTE: Uniube).

Um flagrante de conversa entre Do Carmo e o filho dos padrinhos dela, Inacinho, fez José tecer mau julgamento da donzela. À golpes de machadadas matou o sem vergonha e foi atrás da namorada para fazer o mesmo. Sem sucesso, José de Arimatéia caiu no sertão, tendo em seu encalço uma multidão afoita por encontrá-lo para constituir vingança.

Esse retrato de época, vivamente narrado, lançado em outubro de 1965, obra-prima do regionalismo, que descreve uma paisagem marcada pela violência de disputas, vinganças e paixões, ganhou destaque na literatura nacional. O clássico testemunho da vasta experiência que o autor acumulou em suas andanças pelo Brasil afora, quando conviveu com coronéis e jagunços, foi aclamado pela crítica e é reconhecido como um dos grandes momentos da literatura brasileira de todos os tempos (FONTE: Autêntica Editora).

Chapadão do Bugre foi adaptado para a televisão em uma minissérie exibida pela Rede Bandeirantes entre 4 e 29 de janeiro de 1988, escrita por Antônio Carlos Fontoura, com colaboração de Sérgio Sbragia, sob direção de Wálter Avancini e Jardel Mello e direção geral de Wálter Avancini. Foi reprisada de junho a agosto de 1991 e de 7 de outubro a 1 de novembro de 1996. No elenco havia Edson Celulari, Paulo Goulart, Ítalo Rossi, Tássia Camargo, Mika Lins, Alexandre Frota, Sandra Annemberg e Altair Lima nos papéis principais.

Vídeo no Youtube:

Mário Palmério escreveu outras obras, entre elas Vila dos Confins, romance (1956), O Morro das Sete Voltas, romance sem publicação, Seleta..., organização, estudo e notas de Ivan Cavalcanti Proença (1974). Foi eleito para a cadeira 2 da Academia Brasileira de Letras, sucedendo a Guimarães Rosa, em 4 de abril de 1968, tendo sido recebido em 22 de novembro de 1968 pelo acadêmico Cândido Mota Filho. E foi homenageado em 1992, com a criação do Prêmio Top Educacional Professor Mário Palmério, uma iniciativa do setor da educação superior que homenageia o professor em virtude de sua valiosa e incansável contribuição à busca da criatividade, da originalidade e da inovação (FONTE: Wikipedia).

Mário Palmério
FOTO: reprodução do site da Revista Bula

O escritor faleceu aos 80 anos, em Uberaba, Minas Gerais, em 24 de setembro de 1996. O site da revista Bula publicou uma matéria em 30 de setembro de 2021, entitulada "Mário Palmério - o gênio esquecido".

quarta-feira, 14 de março de 2012

Eike Batista


Nascido em Governador Valadares, MG, filho do ex-ministro das Minas e Energia Eliezer Batista, o homem mais rico do Brasil e o décimo do mundo é simplesmente uma referência obrigatória para qualquer pessoa que deseja se espelhar em alguém para construir uma carreira de sucesso.

Dos tempos de vendedor de seguros de porta em porta, no Rio de Janeiro, o ex-marido da atriz Luma de Oliveira, dono de uma fortuna estimada em U$ 27  bilhões, sempre deixou uma mensagem, lendo-se em sua trajetória, de que devemos ser arrojados ao se perseguir o sucesso, além de termos uma boa conversa. A capacidade de "olhar longe", como em sua aventura de comprar ouro na Amazônia nos primeiros tempos e na aposta no Pré-Sal em se descobrir petróleo, associada à capacidade de trabalhar em equipe fazem parte da sua fórmula.


 Para inspirar pessoas a tentarem conquistas como as que ele colheu, Eike publicou o livro "O X da Questão" pela editora Sextante/Gmt , cuja sinopse da Livraria Saraiva reproduzimos abaixo.

 EIKE BATISTA é um ícone do sucesso no mundo dos negócios. O “x” presente no nome de cada uma de suas empresas é símbolo da multiplicação de riqueza, ousadia, criatividade e capacidade de execução.

Da venda de seguros de porta em porta na Alemanha, da mochila nas costas atrás do sonho dourado nos garimpos da Amazônia ao êxito das aberturas de capital em série, tudo em Eike é superlativo, único e surpreendente.


Em O X da questão, o maior empreendedor brasileiro narra com sinceridade ímpar suas aventuras de desbravador, desde os maiores sucessos até as experiências que não deram certo e os erros cometidos no curso de projetos vitoriosos. Há lugar também para o que ele qualifica como estresses que o fizeram crescer, a começar pela asma na infância.


Eike Batista expõe ainda o arsenal teórico que está na origem de tantos negócios bem-sucedidos e que é hoje uma cartilha no Grupo EBX: a Visão 360 graus, bússola que norteia as ações do grupo e permite que cada empresa seja uma peça num grande mosaico integrado.


domingo, 1 de janeiro de 2012

Selton Mello


Filho de Passos, Minas Gerais, nascido em 30 de dezembro de 1972, Selton Figueiredo de Mello é hoje um dos principais atores da dramaturgia brasileira, profissão que traçou desde a infância, cuja dedicação o fez tornar destaque e figura quase obrigatória no cinema, no qual divide com o ator Wagner Moura o sucesso de público e bilheteria dos filmes atuais, e principalmente na televisão, onde atua desde 1981, tendo trabalhado, além da Rede Globo, nas emissoras Rede Bandeirantes e TV Manchete. 


O grande impulso na carreira de Selton, que o fez ganhar uma notoriedade importante,  foi quando viveu o inesquecível covarde trapalhão Chicró no filme para cinema O Auto da Compadecida, ao lado de um grande elenco.


Trailer do filme O Auto da Compadecida. Globo Filmes / Columbia TriStar. 2000.

Selton também já fez dublagem e agora envereda pelo campo da direção cinematográfica. Selton é irmão do também ator Danton Mello.




Os trabalhos que Selton exerceu até aqui:

Televisão
1979 - Marron Glacê - Reginaldo
1980 - As Três Marias - Kennedy
1981 - Dona Santa - Sidney
1983 - Braço de Ferro - Raimundo
1984 - Corpo a Corpo - Ronaldo Pellegrini
1986 - Sinhá Moça - Rafael (Criança)
1986 - Caso Verdade, Diário de um Adolescente - Genésio
1988 - Fera Radical - Teodoro
1989 - O Salvador da Pátria - Guilherme
1990 - Pantanal
1990 - Desejo - João Medeiros
1992 - Pedra sobre Pedra - Bruno
1993 - Você Decide, Laços de Sangue
1993 - Olho no Olho - Juca
1994 - Tropicaliente - Vítor Velasquez
1995 - A Próxima Vítima (telenovela) - Tonico Mestieri
1996 - A Comédia da Vida Privada, O Grande Amor da Minha Vida
1996 - A Comédia da Vida Privada, Parece Que Foi Ontem - Valdemar
1997 - Guerra de Canudos - Tenente Luís
1997 - A Indomada - Emanuel Faruk

Selton em papel que lhe deu bastante destaque na televisão.

1999 - O Auto da Compadecida - Chicó
1999 - Força de um Desejo - Abelardo Sobral
2000 - A Invenção do Brasil - Diogo Álvares (Caramuru)
2000 - Brava Gente - O Condomínio
2001 - Os Maias - João da Ega
2001 - Os Normais, Um Sábado Normal - Nilo
2003 - Casseta & Planeta, Urgente! - Ele Mesmo
2003 - Os Normais - Bernardo
2004 - Os Aspones - Tales
2007 - O Sistema - Matias (Mat)
2010 - A Cura - Dimas Bevilláqua
2010 - Comédia MTV - Ele Mesmo
2011 - A Mulher Invisível - Pedro

Trecho de um episódio da conceituada versão para televisão
do filme A Mulher Invisível.
Cinema
Como ator
1990 - Uma Escola Atrapalhada (infantil com Renato Aragão) - Renan
1993 - Lamarca
1995 - Flora - Remo
1995 - Razão Pra Crê
1996 - Guerra de Canudos - Tenente Luís
1996 - O Que É Isso, Companheiro? - Oswaldo
2000 - O Auto da Compadecida - Chicó
2001 - Lavoura Arcaica - André
2001 - Caramuru - A Invenção do Brasil - Diogo Álvares (O Caramuru)
2003 - Lisbela e o Prisioneiro - Leléu
2004 - O Coronel e o Lobisomem - Pernambuco Nogueira
2004 - Garotas do ABC - Salesiano de Carvalho
2004 - Nina - Amigo de Ana
2006 - Árido Movie - Bob
2006 - Tarantino's Mind
2007 - O Cheiro do Ralo - Lourenço
2007 - Os Penetras - Beto
2008 - Feliz Natal
2008 - A Erva do Rato
2008 - Os Desafinados - Dico
2008 - Meu Nome não É Johnny - João Guilherme Estrela
Trailer do filme que marca definitivamente o ator como 
um grande nome do cinema brasileiro da atualidade.

2009 - Reflexões de um Liquidificador - Liquidificador
2009 - Reis e Ratos
2009 - A Mulher Invisível - Pedro
Cena do filme A Mulher invisível. Grande momento da carreira de Selton. 
O filme recebeu uma versão para seriado de televisão, que foi muito elogiado.


2009 - Jean Charles - Jean Charles de Menezes
2010 - Lope - Marqués de Navas
2010 - Federal - Dani
2011 - O Palhaço - Benjamin / Pangaré

Como diretor
2005 - Quando o Tempo Cair
2008 - Feliz Natal
2009 - Esconderijo, clipe de Ana Cañas
2011 - O Palhaço

Três clipes da banda Ira! e do seu ex-vocalista, Nasi.

Dublagens
Charlie Brown (versão Herbert Richers)
Ralph Macchio - Karate Kid 1, 2 e 3
Josh Brolin - (Brandon 'Brand' Walsh) - Goonies
Kiefer Sutherland - Linha Mortal
Asnésio - Duck Tales
River Phoenix - Indiana Jones e a Última Cruzada
Jones - Loucademia de Polícia
Teddy Ruxpin
David - Dinosaucers
Kusco - A Nova Onda do Imperador
Gato - Sete Vidas
Kenai - Irmão Urso
Lutas
Ned - Sexta-Feira 13

Em 2011 Selton foi Indicado ao Prêmio Extra de TV na categoria Melhor ator por seu trabalho com a personagem Pedro no seriado A Mulher Invisível. Também em 2011, com O Palhaço" no Festival de Cinema de Paulínia de 2011, o ator levou o prêmio de Melhor Diretor e Melhor Roteiro.

FONTES DE PESQUISA
Biografia: http://www.telehistoria.com.br
Lista de trabalhos: Wikipedia


Clique os vídeos para ir ao canal do autor e assistir a outros vídeos.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Ronaldo Fraga

Estivemos entretidos com os resultados de imagens e vídeos sobre o Minas Trend Preview, um evento de moda lançado em 2007, que tem a assistência da Fiemg e que se consolida cada vez mais como um dos melhores do setor no país, e achamos interessante fazer o lançamento de um nome da moda do Estado de Minas Gerais aqui na nossa enciclopédia.

Mineiro de Belo Horizonte, Ronaldo Fraga é o estilista da moda (sem trocadilhos), embora ele mesmo pensa não ser um estilista e sim "um desenhista de personagens de suas histórias, que muitos batizam de moda" como ele mesmo se define.

Formado em estilismo pela UFMG e graduado na Parson's School de Londres, Ronaldo começou sua carreira em 1996, quando lançou sua marca no extinto Phytoervas Fashion com uma coleção, nada convencional, intitulada “Eu Amo coração de galinha”. Em seguida vieram “Álbum de família” e “Em nome do Bispo”. Com estas, Ronaldo foi agraciado com o prêmio de Estilista revelação 1997, evento promovido pela  Phytoervas e MTV.

Uma das coleções de Ronadlo. Fonte: Site do estilista.

À partir de 1998, suas coleções viraram figuras obrigatórias na semana de Moda - Casa de Criadores e a mídia entendida do assunto coloca seu nome entre os criadores da identidade da Moda Brasileira.

Em 2001, conquista espaço no São Paulo Fashion Week. Estréia com “Rute - Salomão”, estória de amor  fictícia entre um judeu  ortodoxo e uma cristã. Resultado:  Ronaldo é o estilista “cult” da Moda brasileira.

Na coleção seguinte, desfila um de seus trabalhos mais memoráveis,”Quem matou Zuzu Angel”. Desfile em homenagem a estilista mineira de Curvelo, autora da "primeira coleção de moda política da história", morta pela ditadura militar. Olha por onde vai a criatividade desse cara!

Preview da coleção Quem Matou Zuzu Angel do site do estilista.

Ronaldo se interessa, em suas criações, ecleticamente, pelo mundo contemporâneo e pela cultura brasileira. Em seus trabalhos pode se identificar elementos que vão da cultura do Vale do Jequitinhonha ao visual leve e despojado da cantora Nara Leão. Este último, aconteceu em uma edição do SPFW (São Paulo Fashion Week), em que o estilista conta com a participação de sua amiga Fernanda Takai, a vocalista da banda mineira Pato Fu, que havia lançado um trabalho sobre a cantora.

 
Foto do desfile inspirado na cantora Nara Leão.

O moço também se dedica a trabalhos sociais, escreveu o livro “Moda Roupa e tempo – Drummond selecionado e ilustrado por Ronaldo Fraga” e já tem sua biografia publicada em uma coleção denominada "Moda Brasileira". Recebeu, pelas mãos do Ministro da cultura Gilberto Gil, em 2007, um prêmio que é concedido às personalidades de destaque na cultura brasileira. É o Governo elevando a moda, pela primeira vez, ao status de agente formador de cultura. Também neste ano, sua coleção que homenageia Nara Leão vai parar em Tokyo. Arigatô!

E o motor não pára: fevereiro de 2008, junto á cem designers do mundo, único representante da América do Sul, Ronaldo participa do BRIT INSURANCE – Designs of the year, exposição organizada pelo Design Museum de Londres, apresenta look completo e vídeo da coleção “A China de Ronaldo Fraga”, se associando a nomes como o do condecorado estilista de vanguarda japonês, Issey Myake, Jhon Galliano, outro superstar da moda, e a estilista alemã Jil Sander.

Ainda em 2008 acontece a coleção "A Loja de Tecidos"; Nova participação no SPFW, desta vez o tema é a transposição do rio São Francisco e seus problemas; Participação, também, no projeto Talentos do Brasil, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário; Sua seleção para participar da  I Bienal Ibero-Americana de Design organizada pela Associação de Desenhadores de Madrid (DIMAD); E a apresentação, em Tokyo, da exposição  “When Lives Become Form”.



Desfile de Ronaldo Fraga no SPFW 2011/Vídeo raro Issey Myake 1975 (curiosidade)

Texto: AAVítor (adaptado).

Fontes:
Site Ronaldo Fraga - Simplesmente incrível, parece um parque de diversão. Vale a pena conferir!
Blog do Ronaldo Fraga
O Globo Cultura - Pesquisa sobre o SPFW 2007.

Links:
Ronaldo Fraga no Twitter

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Isis Valverde

Paramos o Manuel em uma pousada de estrada para nos banharmos, jantarmos e, por fim, repousarmos para podermos continuar nossa viagem literária no dia seguinte. Mas, antes de irmos deitar, fizemos uma pausa  na sala de estar, onde assistimos um capítulo de novela e pudemos prestigiar a atuação de um nome de Minas Gerais nas artes cênicas da Atualidade com grande projeção na mídia.


Ísis Nable Valverde (Aiuruoca, Minas Gerais, 17 de Fevereiro de 1987) 

Isis começou a trabalhar como modelo, em Belo Horizonte, aos 16 anos, onde fez trabalhos para a publicidade. Depois disso, já na maioridade, mudou-se para o Rio de Janeiro e estudou teatro.


Estreou na tv em 2006, vivendo a misteriosa Ana do Véu em Sinhá Moça. Em 2007  recebeu elogios pela atuação em Paraíso Tropical como a prostituta Telma. Porém, foi em 2008 que aconteceu seu pico, quando personificou a engraçadíssima Rakelly em Beleza Pura, recebendo por este trabalho os prêmios Capricho Awards de Melhor Atriz Nacional e de Melhor Atriz Coadjuvante. Isis compôs, também, o elenco da novela Caminho das Índias, como Camilla Gallo, o que lhe valeu uma nova indicação para o Capricho Awards de Melhor Atriz Nacional. Veio, em seguida, viver sua primeira protagonista: a personagem Marcela,  da  novela das 19:30h, a segunda versão de Ti-Ti-Ti. Todas as novelas citadas são da Rede Globo de Televisão.

Isis Valverde como a estabanada e ingênua Rakelly em Beleza Pura

No cinema Isis atuou nos filmes Ré Bemol, um curta-metragem filmado em 2007 e, em 2011, Faroeste Caboclo, interpretando a personagem Maria Lúcia.

Aparição no Vídeo Show. TV Globo 2010

Texto: AAVítor (com adaptações).
Fontes de pesquisa: Wikipedia e Imdb

Bem, o sono bateu, vamos dormir! Aguarde novas entradas em nossa enciclopédia e esteja sempre por aqui, pois as postagens sempre podem sofrer atualizações, a fim de oferecer maior riqueza às pesquisas.

PASSE O VERÃO LENDO UM CONTO QUE TE ENTRETERÁ COM UM ROMANCE INUSITADO, CENAS MÁGICAS VIVIDAS EM UM PARAÍSO TROPÍCAL E, DE QUEBRA, TE MOTIVARÁ A SAIR DE UMA VIDA DE SIMPLES COLABORADOR PARA VIVER A PARTIR DO ANO DE 2013 COMO UM GRANDE EMPREENDEDOR.

LEIA


A. A. Vítor

Participe da rede SellYourFish para praticar o que aprendeu
no livro e se relacionar com outros leitores

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Roberto Drummond



Se houver uma camisa preta e branca pendurada no varal 
durante uma tempestade, o atleticano torce contra o vento. 
Ah, o que é ser atleticano? É uma doença? Doidivana paixão? 
Uma religião pagã? Bênção dos céus? É a sorte grande? 
O primeiro e único mandamento do atleticano 
é ser fiel e amar o Galo sobre todas as coisas. 
Daí, que a bandeira atleticana cheira a tudo neste mundo.
(Roberto Drummond.Trecho inicial da crônica
"Se Houver Uma Camisa Preta e Branca...")

Um dos mais lidos, estudados e comentados autores brasileiros, motivo de inúmeras teses de mestrado e doutorado, um dos mais célebres escritores de Minas Gerais e considerado o introdutor da literatura pop no Brasil, o homenageado da Minaspédia de hoje é Roberto Drummond.

Roberto Francis Drummond nasceu em Santana dos Ferros, MG, em 21 de dezembro de 1933 e faleceu em Belo Horizonte, em 21 de junho de 2002, vítima de problemas cardíacos. Recebeu uma homenagem da prefeitura de Belo Horizonte: uma estátua de bronze em tamanho real na Praça Diogo de Vasconcelos, na Savassi.

Iniciou sua carreira como jornalista na Folha de Minas. Tabalhou também na edição mineira do jornal Última Hora. No ousado e irreverente tablóide da década de 1950, o semanário Binômio, cujo título era uma gozação ao programa do então governador de Minas, Juscelino Kubitschek, e o lema era "99% de independência e 1% de ligações suspeitas" e Roberto guardava um carinho bem especial pelo período em que integrou a equipe. Com apenas 28 anos, assumiu a direção da prestigiada revista Alterosa, que revolucionou a imprensa de Minas Gerais, fechada pela Ditadura Militar em 1964. Em seguida, trabalhou no Jornal do Brasil, no Rio de Janeiro, voltando à Belo Horizonte em 1966. Assinou durante 21 anos a coluna Bola na Marca, do jornal Estado de Minas, e escreveu crônicas para o jornal Hoje em Dia. Roberto Drummond também fez um programa esportivo diário na TV Bandeirantes de Belo Horizonte.

Sua carreira como escritor iniciou-se em com a publicação do romance "A Morte de D. J. em Paris", em 1971. Em dez contos emblemáticos, o escritor revela a delicada fronteira entre realidade e fantasia. Relançado em 1975, este livro bateu recorde de vendas, foi considerado um marco na pós-modernidade da literatura brasileira, lançando a chamada Literatura Pop no Brasil, que é caracterizada por uma narrativa desconexa, recheada de referências a ícones da cultura pop, sem cerimônia, sempre inconclusa e bem próxima do cotidiano, permitindo ao leitor uma multiplicidade de possibilidades de interpretação. O livro recebeu o Prêmio Jabuti de escritor revelação do ano.

Em 1978, ainda localizado na linha de literatura pop, escreveu o romance O dia em que Ernest Hemingway morreu crucificado. Ao dormir em uma sexta feira da paixão, o senador Edward Kennedy e seu cachorro Red Panther  tem um pesadelo: sonham que um homem, cujo nome de guerra é Ernest Hemingway, está sendo crucificado no Brasil.

Sangue de Coca-cola (1980), é um livro que faz a análise de vinte anos de Ditadura Militar no Brasil em uma ótica forrada de esquisofrenia e lisergia. Em um dia 1º de abril, o Brasil tomou Coca-Cola com LSD, entrou numa bad e sofreu alucinações coletivas.


Quando fui morto em Cuba (1982). Marca o fim da fase inicial do autor. Em contos ‘rápidos‘, um extenso painel de época, de uma sociedade marcada pela violência e pelo arbítrio, é traçado. Os temas vão da solidão à ação política e incorporam-se a uma profunda análise do processo de perversão, de deslocamento de idéias por que vem passando o país ao longo de três décadas. Esta obra foi dramatizada para teatro nos anos 80 e a TV Minas produziu uma minissérie de 18 capítulos em 2007 sobre a obra. A emissora já havia enveredado por contos do autor em outros projetos de dramaturgia.



Em 1984, inaugurando-se em uma nova fase literária, com enredos mais complexos, lança o romance Hitler manda lembranças. Um rapaz com cara de anjo violenta meninas e depois as enforca, e um anão assaltante tira o sono dos ricos. Com esse pano de fundo, Drummond, um dos nossos mais inquietantes autores, cria um romance fascinante, cheio de mistérios e intrigas para desvendar o mistério da própria vida e do sonho humano de liberdade e felicidade.

Ontem à noite era sexta-feira (1988). Em meio às tentações de uma cidade erótica - a Belo Horizonte dos dias atuais - o leitor é seduzido de tal maneira que, mais do que cúmplice, torna-se também personagem de uma busca desvairada, por uma razão para estar vivo ou morto.

Em 1991, lançou seu maior sucesso, o romance Hilda Furacão, que foi adaptado para a televisão em 1998, por Glória Perez, numa minissérie.O fato de o livro ter se tornado sua obra-prima resultou numa espécie de prisão. "Sou um eterno refém de 'Hilda Furacão'", dizia. O cenário principal da trama é a capital mineira do final dos anos 50 e início dos anos 60. Os capítulos de Hilda seguem o modelo de suspense dos folhetins, instigando a leitura do próximo. Várias ações ocorrem quase ao mesmo tempo, dando ao texto uma dinâmica expressiva. A história central focaliza a personagem que dá nome ao romance, dona de um famoso cabaré na cidade. A produção da Globo saiu em DVD e é vasto o material disponível no Youtube.



1993, são publicados Inês é morta, pode ser lido no Google Books, e O homem que subornou a morte & Outras histórias 11 contos narrados com despojamento e lirismo.

1994, o autor publica Magalhães: navegando contra o vento, uma espécie de biografia.

2001, a última obra publicada em vida, O Cheiro de Deus, ironiza seu próprio sobrenome e narra histórias do clã Drummond em solo brasileiro.

Publicações póstumas:
* Dia de São Nunca à tarde;
* Os mortos não dançam valsa
* O Estripador da Rua G (saiu pela Fundação de Cultura de Belo Horizonte);
* Uma Paixão em Preto e Branco (Reunião das melhores crônicas de Drummond sobre o Clube Atlético Mineiro).

Roberto Drummond costumava dizer que a morte sempre esteve presente em suas obras. Basta observar o título de cinco dos seus livros.

Toda sua obra está sendo reeditada pela editora Objetiva, na Biblioteca Drummond.

Fontes:
http://www.objetiva.com.br/
http://www.passeiweb.com/
http://www.tirodeletra.com.br/
http://www.olutador.com.br/ Estudo de obras do autor para o Vestibular da PUC-MG.
http://www.atletico.com.br/ Resumo: Uma paixão em preto e branco.
http://www.oyo.com.br/ Resumo: Quando fui morto em-cuba.
http://www.skoob.com.br/Resumo: Hitler manda lembranças.
http://www.submarino.com.br/ Resumo: Ontem à noite era sexta-feira.
http://educacao.uol.com.br/ Resumo: O Cheiro de Deus

Parece que o nome Drummond em terras mineiras é de sorte para o meio literário!

Eu li "A morte de D.J. em Paris" e "Sangue de Coca-Cola". Uma das marcas do texto de Drummond era o seu jeito com a fragmentação de nomes de suas personagens, algumas vezes limitando-se a iniciais apenas. É notável, também, sua preferência e habilidade com títulos de impacto. Tanto para a obra, quanto para os capítulos. As capas de seus livros chegam a ser, também, um detalhe de impacto. 

Bem, voltamos na semana que vem com mais uma página da Minaspédia - A Enciclopédia de Minas. Tá bão assim?

sábado, 30 de julho de 2011

Manuel, o audaz

Se já nem sei o meu nome
Se eu já não sei parar
Viajar é mais, eu vejo mais
A rua, luz, estrada, pó
O jipe amarelou

        Manuel, o audaz
        Manuel, o audaz
        Manuel, o audaz
        Vamos lá viajar

 E no ar livre, corpo livre
Aprender ou mais tentar

         Manuel, o audaz
         Manuel, o audaz
         Iremos tentar
         Vamos aprender, vamos lá (ouça!)

        Bom dia, boa noite, audiência! 
        
Estamos começando as postagens da Enciclopédia de Minas em nível elevadíssimo!

A idéia é levar vocês para um passeio. Sim, porque é o que vamos fazer aqui durante o tempo que nossa jornada cultural durar. E para nos conduzir durante esse passeio nada melhor do que fazermos isto à bordo do Manuel, o jipe que fez história com a turma que levou o Clube da Esquina para além das fronteiras do Estado.

Os versos pertencem a canção Manuel, O Audaz. Aliás, mais do que uma canção: um hino. Obrigatório a todo mineiro que se preze. Esta melodia, que não sei ao certo como chamar o estilo, para mim é um blues que passa pelo jazz, simplesmente nos transporta para longe de nós mesmos, companhia ideal para ouvirmos dentro da jardineira, enquanto cruzamos, com a ajuda dos textos postados, montanhas e céus em busca de rechear, dia-a-dia, de histórias e informações, as páginas de nosso compilado virtual.

Essa música foi composta por Toninho Horta e Fernando Brant, saiu no segundo LP de Toninho Horta, em 1981. Manoel, o audaz é uma daquelas maravilhosas canções daqueles camaradas, que ao fim da Ditadura Militar, ou ao prenúncio de seu término, estamparam, na forma de sons e letras, o cenário de um tempo e de uma juventude.

A turma do Clube da Esquina sob
a "direção" de Toninho Horta.

Fonte: Os sonhos não envelhecem: Histórias do Clube da Esquina.
Borges, Márcio.Editora Geração. Compre!

A música fala de um Jipe (um Land Rover 1951), velho e bravo companheiro de guerra, cujo nome foi inspirado em uma personagem do escritor mineiro Guimarães Rosa (que ainda terá uma lembrança aqui no Minaspédia. Estamos só começando!) em seu Grandes Sertões: Veredas, e que, subindo e descendo as montanhas, atravessando paisagens bucólicas, cruzando rios e estradas de terra, conduzia uma gurizada afoita por bem-estar e aprendizado para tudo quanto era lugar que iam.

Então, tá aí! Quebrei a garrafa, dei o tiro para cima! Vão comigo nessa?

Fico esperando então.

Diz alguma coisa aí nos comentários ou clique nos botões de reação se você gostou!

Tchau!

Para saber mais sobre Toninho Horta:
http://www.toninhohorta.com.br
http://www.toninhohorta.art.br/