Páginas

Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de março de 2012

Sepultura

Criada em 1983 pelos irmãos Max e Igor Cavalera e alguns amigos de escola, num cenário de bastante culto ao heavy metal, gênero do rock, em Belo Horizonte, Minas Gerais, o Sepultura é considerada a mais bem sucedida banda brasileira no campo internacional.

Formação clássica da banda.
A primeira formação da banda contava com Paulo Jr. no baixo, Igor Cavalera na bateria, Max Cavalera, guitarrista, e Wagner Lamounier, que tocava guitarra e fazia o vocal. este deixou a banda em 1985 e formou o Sarcófago, um grande rival do Sepultura naqueles idos de fama local apenas e de pequenos shows nos espaços alternativos de BH, como o DCE da UFMG, onde era possível ver essas duas bandas se juntarem a outras como a Armagedon e fazerem grandes apresentações para uma pequena platéia trajada com as vestimentas e utensílios que compunham o estilo na época. Com a saída de Wagner, Max assumiu os vocais e mais um integrante, Jairo Guedez, entra para ser o segundo guitarrista.


O nome Sepultura foi escolhido por Max Cavalera que se inspirou em uma canção do Motörhead chamada "Dancing on Your Grave". E as influências da banda foram bem sortidas: black metal, death metal, thrash metal e até  ritmos menos identificados com a sonoridade mais habitual do rock como a música tribal africana e japonesa, a música indígena e o encontro das guitarras fortes com a percussão típica da música baiana.
Formação atual do Sepultura

Foi no ano de 1984 que o grupo começou a ampliar seu horizonte, devido a um contrato com a Cogumelo Records, graças ao fato de o dono da antiga loja de discos do início dos anos 80 e na ocasião já gravadora ter ido assistir a um show dos rapazes. O primeiro trabalho gravado para a Cogumelo Records, em apenas dois dias, foi intitulado "Bestial Devastation" e teve a participação da banda Overdose, que prensou no lado oposto seu álbum "Século XX". O disco foi lançado em 1985 e o Sepultura saiu em turnê para fazer a divulgação.

Em 1987, o Sepultura já havia gravado mais duas vezes pela Cogumelo Records e processado a gravadora Shark, que gravou seus álbuns fora do Brasil sem autorização. Andreas Kisser, que já flertava com o Sepultura, substituiu Jairo e se conhece uma formação que duraria dez anos. Eles gravam o último e mais bem sucedido álbum pela gravadora de origem, o LP "Schizophrenia", o qual vendeu dez mil cópias logo nas primeiras semanas de seu lançamento, e provocou o interesse de uma gravadora norte-americana, a New Renaissance, que o lançou nos Estados Unidos. Na Europa, o velho problema da produção pirata ressurgiu e o Sepultura não pode se valer de seus direitos autorais em mais de trinta mil cópias vendidas por lá.

Como nem tudo são farpas, apareceu em 1989 a Roadrunner Records, um contrato de sete anos com ela e a produção pelas mãos do produtor americano Scott Burns do mellhor álbum da banda até então, "Beneath the Remains", que já vendeu, até hoje, cerca de oitocentas mil cópias e rendeu comparações com álbuns de grandes bandas como o Slayer e uma turnê internacional - Estados Unidos, México e Áustria - ao lado do Sodom, que lhes causou bastante aborrecimentos. Estes acontecimentos foram o estopim para que a banda ganhasse o mundo e vendesse cerca de 20 milhões de unidades de seus trabalhos sonoros ao longo do tempo. Cifra que rendeu também à banda múltiplos discos de ouro e platina em todo o mundo: França, Austrália, Indonésia, Estados Unidos e Brasil.
Apresentação da banda no Dynamo Open Air Festival
1990, vários shows foram agendados, incluindo no Dynamo Open Air Festival, que marcou cerca de 26 mil pagantes. Surge a empresária do Sacred Reich, Gloria Bujnowski, para lhes prestar serviços. Eles fazem relançamentos de velhos trabalhos, remixando-os. A Cogumelo Records aproveita para fazer também o relançamento de um dos álbuns do Sepultura que ainda existia em seu catálogo. Outras turnês aconteceram, possibilitando a banda entrar de vez na mídia internacional, a gravar videoclipes, tocar em Berlim ainda em tempos de muro erguido, se encontrar com o conterrâneo "Rei do futebol" Pelé e a conhecer artistas que eram suas referências como o líder do Motohead, Lemmy Kilmister, e o Metallica.


Em 1991 a banda participa do Rock in Rio daquele ano na chamada "noite dos metaleiros", que ficou famosa por causa de um incidente envolvendo o músico Lobão, e gravou o álbum "Arise", que começou vendendo aproximadamente 160 mil cópias nas oito primeiras semanas do lançamento, chegando, ao final da turnê de divulgação do disco, a mais de 1 milhão de exemplares vendidos, figurando na parada da Billboard das duzentas mais na posição 119. Este álbum é o mais cultuado do Sepultura. Nesse tempo, a banda também sofreu uma degradação de imagem do seu público devido ao assassinato de um rapaz durante um show gratuíto visto por aproximadamente 40 mil pessoas, que aconteceu na Praça Charles Muller em São Paulo.
O Sepultura colheu bastante frutos com o advento do álbum "Arise". Tocou em lugares impensáveis como na Grécia e no Japão e ajeitou alguns marcos como o de ser a primeira banda de metal da América Latina a se apresentar no tradicional festival Monsters of Rock, no Donington Park, Inglaterra, para cerca de 50 mil pessoas, e a se apresentar na Russia.
Sepultura canta "Nomad Kaiowas" no Monsters of Rock de 1994
A banda volta ao Brasil para tocar no Hollywood Rock, sob abaixo assinado dos fãs por causa do incidente na Praça Charles Muller, lança o álbum "Roots" em 1996, bastante experimental, conta com a participação do músico e cantor baiano Carlinhos Brown na canção "Ratamahatta", e com a presença ao longo do disco de percussão, berimbau e batidas tribais. O disco contém ainda duas músicas gravadas conjuntamente com os índios xavantes Jasco e Itsari, no Mato Grosso. Figura na vigésima terceira posição da lista dos vinte e cinco álbuns de heavy metal mais influentes da história.

Apresentação do Sepultura no Hollywood Rock de 1994
Ainda em 1996, uma reunião de integrantes da banda decide afastar a empresária Gloria Cavalera, sob a alegação de estar ela a dar ênfase apenas ao marido, Max Cavalera, o que culmina na saída também do vocalista, um dos fundadores da banda, ocasionando uma mudança brusca no destino do Sepultura, que se manteve recluso da cena do heavy metal enquanto decidiam o rumo a tomar. Testaram mover Andreas Kisser para o vocal, mas ele não se adaptou. Fizeram então uma espécie de concurso para escolher um novo vocalista, grande quantidade de fitas-demo apareceram no escritório da Roadrunner para serem analisadas, mas a escolha aconteceu no Brasil. A vaga ficou com o negro Derrick Green, graças à sua simpatia e afinidade com os demais integrantes do conjunto musical. O Sepultura vai, então, em maio, gravar no Japão juntamente com uma banda de lá, a Kodô, uma das faixas do novo álbum e em agosto participa de um espetáculo solidário para angariar fundos e comida para pessoas necessitadas designado "Barulho Contra a Fome", no dia 15 de agosto de 1998 no Anhembi em São Paulo, show que marcou a estréia do vocalista Dereck Green.

Em 2001, novamente o Sepultura marca presença na versão do Rock in Rio daquele ano.


Em 2006 o Sepultura lançou seu décimo trabalho de estúdio, "Dante XXI", inspirado na obra "Divina Comédia" de Dante Alighieri e anunciado como uma espécie de trilha sonora para o livro. O álbum vai muito além do que o Sepultura acostumou a experimentar no mundo do heavy metal, aparecendo instrumentos bem estranhos ao gênero como piano e violão celo. O disco aponta Igor Cavalera nos créditos, mas no entanto, Igor, cansado, também deixou a banda desde então. Em seu lugar entrou o mineiro, natural de Uberaba, Jean Dolabella. A turnê desse álbum passou por vários países, inclusive a Índia, contabilizando mais de cem shows. Alguns desses como participação em festivais tradicionais no Brasil como o "Abril pro Rock" de Recife e o "Porão do Rock" de Brasília.

Em 2011, o Sepultura voltou a se apresentar no Rock in Rio. A formação de então do Sepultura: Derrick Green, Andreas Kisser, Paulo Jr. e Eloy Casagrande.

DISCOGRAFIA

Álbuns, EPs, singles 
Bestial Devastation (Split LP com Overdose, 1985)
Vídeo raro dos tempos de Belo Horizonte
 1. The Curse
2. Bestial Devastation
3. Antichrist
4. Necromancer
5. Warriors Of Death
Morbid Visions (Álbum, 1986)
1. Morbid Visions
2. Mayhem
3. Troops of Doom
4. War
5. Crucifixion
6. Show Me the Wrath
7. Funeral Rites
8. Empire of the Damned

Schizophrenia (Álbum, 1987)
1. Intro
2. From the Past Comes the Storms
3. To The Wall
4. 
Escape to the Void
5. Inquisition Symphony
6. Screams Behind The Shadows
7. Septic Schizo
8. The Abyss
9. R.I.P. (Rest In Pain)
10. Troops of Doom (Re-recorded Version)
11. The Past Reborns the Storms (Demo Version)
12. Septic Schizo (Rough Mix)
13. To The Wall (Rough Mix)

Beneath the Remains (Álbum, 1989) 
(A música "Inner Self" constante neste álbum deu origem ao primeiro videoclipe da banda)
1. Beneath the Remains
2. Inner Self
3. Stronger Than Hate
4. Mass Hypnosis
5. Sarcastic Existence
6. Slaves of Pain
7. Lobotomy
8. Hungry
9. Primitive Future
10. A Hora e a Vez do Cabelo Nascer (cover dos Mutantes)
11. Inner Self (Drums track)
12. Mass Hypnosis (Drums track)
Arise (Álbum, 1991) 
1. Arise
2. Dead Embryonic Cells
3. Desperate Cry
4. Murder
5. Subtraction
6. Altered State
7. Under Siege (Regnum Irae)
8. Meaningless Movements
9. Infected Voice
10. Orgasmatron (cover do Motörhead)
11. Intro
12. C.I.U. (Criminals In Uniforms)
13. Desperate Cry (Scott Burns mix)
Arise (Single, 1991)
Dead Embryonic Cells (Single, 1991)
Under Siege (Regnum Irae) (Single, 1991)

1. Under Siege (Regnum Irae)
2. Orgasmatron (Motörhead cover)
3. Troops of Doom

Third World Posse (EP lançado apenas na Austrália, 1992)
Chaos A.D. (Álbum, 1993)

1. Refuse/Resist
2. Territory
3. Slave New World
4. Amen
5. Kaiowas
6. Propaganda
7. Biotech Is Godzilla
8. Nomad
9. We Who Are Not As Others
10. Manifest
11. The Hunt (cover do New Model Army)
12. Clenched Fist
13. Chaos B. C.
14. Kaiowas (Tribal Jam)
15. Territory (ao vivo)
16. Amen/Inner Self (ao vivo)
17. Polícia (cover dos Titãs)
Territory (Single, 1993) (O videoclipe da faixa título foi eleito o melhor do ano pela MTV e deu o prêmio "Astronauta de prata" para a banda)

Refuse/Resist (Single, 1994)
Slave New World (Single, 1994)
Roots (Álbum, 1996)

1. Roots Bloody Roots
2. Attitude
3. Cut Throat
4. Ratamahatta
5. Breed
6. Straighthate
7. Spit
8. Lookaway
9. Dusted
10. Born Stubborn
11. Jasco
12. Itsári
13. Ambush
14. Endangered Species
15. Dictatorshit
16. Canyon Jam
17. Procreation (Of the Wicked) (cover do Celtic Frost)
18. Symptom Of The Universe (cover do Black Sabbath)
        
The Roots of Sepultura (EP duplo, CD 1: 'Roots' / CD 2: Faixas raras, 1996)
Ratamahatta (Single, 1996)

Attitude (Single, 1996)
Na capa do single, tatuagens de fãs da banda
Roots Bloody Roots (Single, 1996)


Blood-Rooted (EP, 1997)
1. Procreation (of the Wicked) (cover do Celtic Frost)
2. Inhuman Nature (cover do Final Conflict)
3. Polícia (cover dos Titãs)
4. War (cover do Bob Marley)
5. Crucificados Pelo Sistema (cover do Ratos de Porão)
6. Symptom of the Universe (cover do Black Sabbath)
7. Mine
8. Lookaway (Master Vibe mix)
9. Dusted (versão demo)
10. Roots Bloody Roots (versão demo)
11. Drug Me (cover do Dead Kennedys)
12. Refuse/Resist (ao vivo)
13. Slave New World (ao vivo)
14. Propaganda (ao vivo) – 3:26
15. Beneath the Remains/Escape to the Void (ao vivo)
16. Kaiowas (ao vivo)
17. Clenched Fist (ao vivo)
18. Biotech Is Godzilla (ao vivo)
B-Sides (EP, 1997)
1. Ratamahatta (Edit)
2. Amen (ao vivo)
3. War (cover do Bob Marley)
4. Inner Self (ao vivo)
5. Chaos B.C.
6. Kaiowas (Tribal Jam)
7. Mine
8. Clenched Fist (ao vivo)
9. Lookaway (Master Vibe mix)
10. Biotech Is Godzilla (ao vivo)
11. Dusted (versão demo)
12. Roots Bloody Roots (versão demo)
13. Kaiowas (ao vivo)
14. Refuse/Resist (ao vivo)
15. Territory (ao vivo)
16. Slave New World (ao vivo)
17. Propaganda (ao vivo)
18. Beneath The Remains/Escape To The Void (ao vivo)

Against (Álbum, 1998)
1. Against
2. Choke
3. Rumors
4. Old Earth
5. Floaters In Mud
6. Boycott
7. Tribus
8. Common Bonds
9. F.O.E.
10. Reza
11. Unconscious
12. Kamaitachi
13. Drowned Out
14. Hatred Aside
15. T3rcermillennium
16. Gene Machine/Don´t Bother Me (cover do Bad Brains)
17. Prenúncio
Choke (Single, 1998)
Tribus (Single, 1999)
Against (Single, 1999)

Nation (Álbum, 2001) 

1. Sepulnation
2. Revolt
3. Border Wars
4. One Man Army
5. Vox Populi
6. The Ways Of Faith
7. Uma Cura
8. Who Must Die?
9. Saga 37
10. Tribe To A Nation
11. Politricks
12. Human Cause
13. Reject
14. Water
15. Valtio
16. Bela Lugosi´s Dead (cover do Bauhaus)
17. Annihillation (cover do Crucifixion)
18. Rise Above (cover do Black Flag)
19. Revolt (demo)
20. Roots Bloody Roots (ao vivo)

Under a Pale Grey Sky (Ao Vivo, 2002) 
 Cd.1
1. Itsári (Intro)
2. Roots Bloody Roots
3. Spit
4. Territory
5. Monólogo ao Pé do Ouvido (cover de Chico Science & Nação Zumbi)
6. Breed Apart
7. Attitude
8. Cut-Throat
9. Troops of Doom
10. Beneath the Remains/Mass Hypnosis
11. Born Stubborn
12. Desperate Cry
13. Necromancer
14. Dusted
15. Endangered Species

Cd.2
1. We Who Are Not As Others
2. Straighthate
3. Dictatorshit
4. Refuse/Resist
5. Arise/Dead Embryonic Cells
6. Slave New World
7. Biotech Is Godzilla
8. Inner Self
9. Polícia (cover dos Titãs)
10. We Gotta Know (cover do Cro-Mags)
11. Kaiowas
12. Ratamahatta
13. Orgasmatron (cover do Motörhead)
(O Sepultura não considera esse álbum um lançamento oficial)
Revolusongs (EP, 2002)
Roorback (Álbum, 2003)

1. Come Back Alive
2. Godless
3. Apes of God
4. More of the Same
5. Urge
6. Corrupted
7. As It Is
8. Mind War
9. Leech
10. The Rift
11. Bottomed Out
12. Activist
13. Outro
14. Bullet the Blue Sky

Live in São Paulo (Ao Vivo, 2005)
Dante XXI (Álbum, 2006)


1. Lost
2. Dark Wood of Error
3. Convicted in Life
4. City of Dis
5. False
6. Fighting On
7. Limbo
8. Ostia
9. Buried Words
10. Nuclear Seven
11. Repeating The Horror
12. Eunoé
13. Crown and Miter
14. Primium Mobile
15. Still Flame
16. Mindwar (ao vivo)
17. False (versão demo)

The Best of Sepultura (Coletânea, 2006) 
(O Sepultura não considera esse álbum um lançamento oficial)
A-Lex (Álbum, 2009) (Tematizado no filme "A laranja mecânica", o primeiro sem Igor na bateria)

1. A-Lex I
2. Moloko Mesto
3. Filthy Rot
4. We´ve Lost You
5. What I Do!
6. A-Lex II
7. The Treatment
8. Metamorphosis
9. Sadistic Values
10. Forceful Behavior
11. Conform
12. A-Lex III
13. The Experiment
14. Strike
15. Enough Said
16. Ludwig Van
17. A-Lex IV
18. Paradox

Kairos (Álbum, 2011)
01 – Spectrum
02 – Kairos
03 – Relentless
04 – 2011
05 – Just One Fix
06 – Dialog
07 – Mask
08 – 1433
09 – Seethe
10 – Born Strong
11 – Embrace The Storm
12 – 5772
13 – No One Will Stand
14 – Structure Violence (Azzes)
15 – 4648
16 – Firestater (The Prodigy Cover) (Bonus Track)
17 – Point Of No Return (Bonus Track)
A página da banda na "Wikipédia, a enciclopédia livre" contém a discografia acima e todas as fontes consultadas para a produção do texto.

Site oficial do Sepultura: http://sepultura.uol.com.br/

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Victor e Léo

Após viajarmos bastante na sugestão em vídeo para o domingo do evento fictício Country in Minas que vimos no blog O Pino Aberto, paramos a jardineira em uma loja de cds e dvds e compramos algumas mídias para escutar no player do carro enquanto cortamos serras, e junto a algumas matérias de revistas e jornais que encontramos disponíveis em uma banca e na internet outrora, resolvemos, então, montar e postar aqui a biografia de

VICTOR E LÉO
Nascidos em Ponte Nova, Minas Gerais, e criados em outra cidade mineira, Abre Campo, os irmãos Victor (Vitor Chaves Zapalá Pimentel) e Leo (Leonardo Chaves Zapalá Pimentel) formam uma das duplas de música sertaneja mais cultuadas de hoje. Tendo ouvido na infância e adolescência muito da música de Sérgio Reis, Renato Teixeira, Almir Sáter, James Taylor, Neil Young, Alceu Valença, Zé Ramalho, Eric Clapton e Dire Straits a canção da dupla não se compromete por inteiro com o ritmo considerado sertanejo: ela também traz elementos do pop e do folk, o que faz com que seja, a dupla, rotulada como uma inovação dentre os artistas do gênero, tendo já sido incluída em festivais de estilos musicais que passam pela música do verão baiano ao rock nacional.
 O ano de 1992 marca o início da carreira da dupla. Em 1994, seguem para Belo Horizonte, onde estudam canto. Mudam-se para São Paulo em 2001 e cantam na noite. E foi na base do corpo a corpo que eles atingiram o grande público à partir do ano de 2006.

Victor e Léo são artistas peculiares tendo antes de se tornarem conhecidos batido recordes de público e chegado ao fenômeno de verem multidões cantarem suas canções em seus shows, sem nunca os terem visto, para depois ganharem projeção na mídia.
Victor

A dupla recebeu o prêmio TIM de música em 2008; Três indicações para o Grammy Latino (2008, 2009 e 2010); Na temporada 2007/2008 ganhou o troféu Arena de Ouro, considerado o Oscar do Rodeio brasileiro; Venceu o concurso Melhores do Ano do Domingão do Faustão por duas vezes (2007/2009); Em 2010: Prêmio Tela Viva Móvel, com o aplicativo para iPhone Victor e Leo, nas categorias "Música" e "Grand Prix Popular"; Indicados ao Prêmio da Música Brasileira 2010 na categoria “Melhor Dupla”, com o álbum “Ao Vivo e em Cores”; Em Agosto de 2010, ganham o prêmio de “Melhor Artista Sertanejo”, no 17º Prêmio Multishow, onde também foram finalistas nas categorias “Melhor DVD” e “Melhor Show”; Novembro de 2010: Prêmio Música Digital, na categoria "Música Mais Vendida Pop" com "Borboletas". Além de possuir, pelo segundo ano consecutivo (2008 e 2009), Victor Chaves, a primeira posição em direitos autorais pelo ECAD, como compositor e a dupla ocupar duas posições entre os cinco produtos fonográficos mais vendidos do Brasil.
Léo

As canções de destaque de Víctor e Léo são: “Fotos”, Tem que Ser Você”, tema da personagem Maria do Céu (Débora Secco) na novela A Favorita (2008) da Rede Globo, “Fada”,“Vida Boa”, “Sinto Falta de Você”,“Amigo, Apaixonado”, “Lembranças de Amor”, "Borboletas", os clássicos de 2009 que integraram a trilha da novela “Paraíso” (de Benedito Ruy Barbosa), exibida às 18h00 pela Rede Globo:"Deus e Eu no Sertão", que foi o tema de abertura e "Nada Normal", tema das personagens Rosinha (Vanessa Giácomo) e Terêncio (Alexandre Nero), "Rios de Amor", música do CD "Boa Sorte Pra Você" que integra a trilha sonora da novela "Araguaia", também da rede Globo, como tema das personagens Solano (Murilo Rosa) e Manuela (Milena Toscano). Todas estas canções são de autoria do Victor.

Discografia
2002; Vitor e Leo; gravadora Number One Music.
Músicas:
01. Não Vá Para A Califórnia
02. Através da Vidraça
03. Esse Alguém Sou Eu
04. Deus e Eu No Sertão
05. Escondendo o Jogo
06. Não Minta Pra Mim
07. Sonho e Ilusões Em Mim
08. Do Outro Lado do Rádio
09. Esperanças Não Morrem Assim
10. Ritmo da Chuva
11. Pra Mim Só Tem Você

2004; Vida Boa; gravadora Independente.
Músicas:
01. Vida Boa
02. Vou pra Roça
03. O Granfino e o Caipira
04. Amigo Apaixonado
05. Fada
06. Mari Mariana
07. O Cuidador do Fogo
08. Arapuca
09. É a Vida
10. Deus e Eu no Sertão
11. Paraíso
12. Adeus Saudade
13. Lem Casa
14. Meu Eu em Você
15. Tanta Solidão

2006; Victor & Leo (Ao Vivo);Sony Music; mais de 300 mil cópias vendidas. Homenagem: Disco de Platina Triplo.
 Músicas:
01. Sinto Falta de Você
02. Quem de Nós Dois
03. Fada
04. Telefone Mudo
05. Jogo da Vida
06. 60 Dias / Apaixonado
07. O Granfino e o Caipira
08. Vida Boa
09. Amigo Apaixonado
10. Arapuca
11. Arapuca
12. Chuca de Bruxaria
13. Meu Eu em Você
14. O Cuidador do Fogo
15. Milonga para as Missões – Instrumental

2007; Ao Vivo em Uberlândia;Sony Music; mais de 500 mil cópias vendidas. Recebeu o prêmio Disco de Ouro da gravadora e a homenagem Disco de Diamante.
Músicas:
01. Fada
02. Sinto Falta de Você
03. 60 Dias Apaixonado / Fazenda São Francisco ( Maior Proeza )
04. Amigo Apaixonado
05. Tem que Ser Você
06. Vida Boa
07. Sem Você
08. Nova York
09. Arapuca
10. Lembranças de Amor
11. Jogo da Vida
12. O Granfino e o Caipira
13. Fotos
14. Meu Eu em Você
15. Chuva de Bruxaria

2008; Borboletas; Sony Music; mais de 500 mil cópias vendidas.Homenagem: Disco de Diamante.
Músicas:
01. Borboletas
02. Lado Errado
03. Timidez
04. Tanta Solidão
05. Nada Normal
06. Sem Trânsito, sem Avião
07. Luz, Paixão, Rodeio
08. Noite Estelar
09. Razão do Meu Astral
10. Você Sabia
11. Deus e Eu no Sertão
12. Tem que Ser Você 

2008; Nada Es Normal; Sony Music. Participam: produtor mexicano Aureo Baqueiro e o artista e compositor Leonel Garcia.
Músicas
01 Recuerdos de Amor Recuerdos de Amor
02 Amigos Apasionado Amigos Apasionado
03 Nada Es Normal Nada Es Normal
04 Sigo Extanandote Sigo Extanandote
05 Fotos (Espanhol) Fotos (Espanhol)
06 Nada Nada
07 Eres Tu Eres Tu
08 Nueva York Nueva York
09 Mariposas Mariposas
10 Sabias
2009; Ao Vivo e em Cores em São Paulo; Sony Music; mais de 150 mil cópias vendidas. Homenagem: Disco de Platina.

Músicas:
1 – Abertura

2 – Borboletas
3 – Estrela Cadente
4 – Você Sabia
5 – Ao Vivo e em Cores
6 – Deus e eu no Sertão
7 – Muito Natural
8 – Sem Trânsito, Sem Avião
9 – Não Mais
10 – Anunciação
11 – Timidez
12 – Cavalo Enxuto
13 – Lado Errado
14 – Vida Boa
15 – Tanta Solidão
16 – Moça Rebelde
17 – Nada Normal
18 – Lem Casa

2010; Boa Sorte Pra Você; Sony Music; mais de 100 mil cópias vendidas. Homenagem: Disco de Platina Duplo.
Músicas
1. Boa Sorte Pra Você
2. Água de Oceano
3. Não Vá Pra Califórnia
4. Rios de Amor
5. Loura de Ouro
6. Retratos Rasgados
7. Nascemos Pra Cantar
8. Quando É Amor
9. Mari Mariana
10. Flor do Campo
11. Água de Oceano (Reggae)

Videografia
2007; Ao Vivo em Uberlândia; Sony Music; mais de 350 mil cópias vendidas.
2008; Nada Es Normal; Sony Music; mais de 50 mil cópias vendidas.
2009; Ao Vivo e em Cores; Sony Music; mais de 100 mil cópias vendidas. Homenagem: Disco de Platina Duplo.
 Faixas
1. Abertura
2. Borboletas
3. Fotos
4. Anunciação
5. Você Sabia
6. Ao Vivo e Em Cores
7. Muito Natural
8. Amigo Apaixonado
9. Sem Trânsito, Sem Avião
10. Razão do Meu Astral
11. Estrela Cadente
12. Timidez
13. Lado Errado
14. Deus e Eu No Sertão - part. Especial Alcione
15. Nada Normal
16. Lem Casa
17. Vida Boa - part. Especial Renato Teixeira
18. Cavalo Enxuto
19. Não Mais
20. Tanta Solidão
21. Moça Rebelde
22. Fada
23. Tem Que Ser Você

2009; Ao Vivo e em Cores em São Paulo; Sony Music; Blu-ray.

2010; A História; Sony Music; mais de 20 mil cópias vendidas. Participa: o produtor Guto Graça Mello.

Victor e Léo têm uma identificação muito grande com a questão da espiritualidade  e transmitem isto em sua música.

Texto: AAVítor (com adaptações)
Fonte de pesquisa: Site oficial da dupla.

O site da banda é opção para se ouvir as músicas em boa qualidade de áudiostream.

PASSE O VERÃO LENDO UM CONTO QUE TE ENTRETERÁ COM UM ROMANCE INUSITADO, CENAS MÁGICAS VIVIDAS EM UM PARAÍSO TROPÍCAL E, DE QUEBRA, TE MOTIVARÁ A SAIR DE UMA VIDA DE SIMPLES COLABORADOR PARA VIVER A PARTIR DO ANO DE 2013 COMO UM GRANDE EMPREENDEDOR.

LEIA


A. A. Vítor

Participe da rede SellYourFish para praticar o que aprendeu
no livro e se relacionar com outros leitores

sábado, 30 de julho de 2011

Manuel, o audaz

Se já nem sei o meu nome
Se eu já não sei parar
Viajar é mais, eu vejo mais
A rua, luz, estrada, pó
O jipe amarelou

        Manuel, o audaz
        Manuel, o audaz
        Manuel, o audaz
        Vamos lá viajar

 E no ar livre, corpo livre
Aprender ou mais tentar

         Manuel, o audaz
         Manuel, o audaz
         Iremos tentar
         Vamos aprender, vamos lá (ouça!)

        Bom dia, boa noite, audiência! 
        
Estamos começando as postagens da Enciclopédia de Minas em nível elevadíssimo!

A idéia é levar vocês para um passeio. Sim, porque é o que vamos fazer aqui durante o tempo que nossa jornada cultural durar. E para nos conduzir durante esse passeio nada melhor do que fazermos isto à bordo do Manuel, o jipe que fez história com a turma que levou o Clube da Esquina para além das fronteiras do Estado.

Os versos pertencem a canção Manuel, O Audaz. Aliás, mais do que uma canção: um hino. Obrigatório a todo mineiro que se preze. Esta melodia, que não sei ao certo como chamar o estilo, para mim é um blues que passa pelo jazz, simplesmente nos transporta para longe de nós mesmos, companhia ideal para ouvirmos dentro da jardineira, enquanto cruzamos, com a ajuda dos textos postados, montanhas e céus em busca de rechear, dia-a-dia, de histórias e informações, as páginas de nosso compilado virtual.

Essa música foi composta por Toninho Horta e Fernando Brant, saiu no segundo LP de Toninho Horta, em 1981. Manoel, o audaz é uma daquelas maravilhosas canções daqueles camaradas, que ao fim da Ditadura Militar, ou ao prenúncio de seu término, estamparam, na forma de sons e letras, o cenário de um tempo e de uma juventude.

A turma do Clube da Esquina sob
a "direção" de Toninho Horta.

Fonte: Os sonhos não envelhecem: Histórias do Clube da Esquina.
Borges, Márcio.Editora Geração. Compre!

A música fala de um Jipe (um Land Rover 1951), velho e bravo companheiro de guerra, cujo nome foi inspirado em uma personagem do escritor mineiro Guimarães Rosa (que ainda terá uma lembrança aqui no Minaspédia. Estamos só começando!) em seu Grandes Sertões: Veredas, e que, subindo e descendo as montanhas, atravessando paisagens bucólicas, cruzando rios e estradas de terra, conduzia uma gurizada afoita por bem-estar e aprendizado para tudo quanto era lugar que iam.

Então, tá aí! Quebrei a garrafa, dei o tiro para cima! Vão comigo nessa?

Fico esperando então.

Diz alguma coisa aí nos comentários ou clique nos botões de reação se você gostou!

Tchau!

Para saber mais sobre Toninho Horta:
http://www.toninhohorta.com.br
http://www.toninhohorta.art.br/