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sábado, 6 de agosto de 2011

Raposos

Depois de tomar a MG-030 e percorrer a rodovia José Francisco da Silva e a rodovia de acesso a Raposos, além de atravessar o rio das Velhas, a jardineira foi estacionada na praça Getúlio Vargas para conhecer esta encantadora cidade, Raposos, que integra o circuíto turístico Estrada Real.

História do Município

Um dos primeiros povoados de Minas Gerais. Fundado em 1690 por Pedro de Morais Raposo, bandeirante do território paulista que se estabeleceu na cidade. No início, recebeu o nome de Arraial das Velhas e, posteriormente, passou a se chamar Arraial dos Raposos.

O Arraial de Raposos foi se desenvolvendo com a instalação dos primeiros engenhos, com o abastecimento dos primeiros monjolos para a fabricação de farinha de mandioca  e com as plantações de feijão, arroz, milho e cana-de-açúcar.

Como de costume na época, foi edificado um templo e erguida uma pequena ermida de pau-a-pique, que foi consagrada como a capela de Nossa Senhora da Conceição, em 8 de Dezembro de 1690 - a 1ª Matriz de Minas Gerais.

Em 27 de dezembro de 1948, o Arraial dos Raposos é elevado à categoria de município, denominado Raposos, desmembrando-se de Nova Lima em 1º de Janeiro de 1949. Em 1950, Lindouro Duarte Batista tornou-se o primeiro Prefeito da cidade.


Show de imagens: História; Vistas panorâmicas da cidade; Igreja Nossa Senhora da Conceição; Represa do Cambimba; Monumento ao fundador de Raposos; Estação ferroviária; Cachoeiras; Artesanato; Cristo de Raposos
 

Cultura e Festas
Em Raposos, existem várias manifestações culturais como o Congado, a Marujada, o Moçambique, a Cavalhada, a Pastorinha, a Capoeira, a Procissão das Almas, a Folia de Reis e outras que sobreviveram graças ao povo raposense. Também se destaca o Carnaval da cidade e as festas juninas.

Artesanato
Existem na comunidade diversas costureiras, lavadeiras, costuradores de bola, entre outras.

Beleza natural

PASSEIO VIRTUAL
Faça um passeio virtual por Raposos à partir da rua Marajó

A cidade conta mais de dezoito nascentes com paisagens de rara beleza, que transformam o município em um verdadeiro santuário ecológico, proporcionando lazer e emoção aos praticantes de trilhas e campismo e aos apreciadores da Natureza. Algumas dessas atrações turísticas podem ser resumidas no Poço dos Crentes, da Pedra e dos Impossíveis.

Dados técnicos
Ano de Instalação: 1948
Microrregião: Belo Horizonte
Mesorregião: Metropolitana de Belo Horizonte
Altitude da Sede: 732 m
Distância à Capital: 23.0234Km
População:15.341 

Localização:

Texto: AAVítor (com adaptações)
Fontes de pesquisa e fotos:
http://www.ferias.tur.br
http://www.raposos.com.br

Página da enciclopédia preenchida, tarefa do dia cumprida! Nos despedimos aqui. Vamos tomar um bom banho de água doce na represa, relembrando os bons e velhos tempos dos passeios de trem de BH a Raposos dos anos 80, para, em seguida, rumarmos para nossa próxima passagem.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Isis Valverde

Paramos o Manuel em uma pousada de estrada para nos banharmos, jantarmos e, por fim, repousarmos para podermos continuar nossa viagem literária no dia seguinte. Mas, antes de irmos deitar, fizemos uma pausa  na sala de estar, onde assistimos um capítulo de novela e pudemos prestigiar a atuação de um nome de Minas Gerais nas artes cênicas da Atualidade com grande projeção na mídia.


Ísis Nable Valverde (Aiuruoca, Minas Gerais, 17 de Fevereiro de 1987) 

Isis começou a trabalhar como modelo, em Belo Horizonte, aos 16 anos, onde fez trabalhos para a publicidade. Depois disso, já na maioridade, mudou-se para o Rio de Janeiro e estudou teatro.


Estreou na tv em 2006, vivendo a misteriosa Ana do Véu em Sinhá Moça. Em 2007  recebeu elogios pela atuação em Paraíso Tropical como a prostituta Telma. Porém, foi em 2008 que aconteceu seu pico, quando personificou a engraçadíssima Rakelly em Beleza Pura, recebendo por este trabalho os prêmios Capricho Awards de Melhor Atriz Nacional e de Melhor Atriz Coadjuvante. Isis compôs, também, o elenco da novela Caminho das Índias, como Camilla Gallo, o que lhe valeu uma nova indicação para o Capricho Awards de Melhor Atriz Nacional. Veio, em seguida, viver sua primeira protagonista: a personagem Marcela,  da  novela das 19:30h, a segunda versão de Ti-Ti-Ti. Todas as novelas citadas são da Rede Globo de Televisão.

Isis Valverde como a estabanada e ingênua Rakelly em Beleza Pura

No cinema Isis atuou nos filmes Ré Bemol, um curta-metragem filmado em 2007 e, em 2011, Faroeste Caboclo, interpretando a personagem Maria Lúcia.

Aparição no Vídeo Show. TV Globo 2010

Texto: AAVítor (com adaptações).
Fontes de pesquisa: Wikipedia e Imdb

Bem, o sono bateu, vamos dormir! Aguarde novas entradas em nossa enciclopédia e esteja sempre por aqui, pois as postagens sempre podem sofrer atualizações, a fim de oferecer maior riqueza às pesquisas.

PASSE O VERÃO LENDO UM CONTO QUE TE ENTRETERÁ COM UM ROMANCE INUSITADO, CENAS MÁGICAS VIVIDAS EM UM PARAÍSO TROPÍCAL E, DE QUEBRA, TE MOTIVARÁ A SAIR DE UMA VIDA DE SIMPLES COLABORADOR PARA VIVER A PARTIR DO ANO DE 2013 COMO UM GRANDE EMPREENDEDOR.

LEIA


A. A. Vítor

Participe da rede SellYourFish para praticar o que aprendeu
no livro e se relacionar com outros leitores

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Queijo Minas

A jardineira rodou pelo interiorzão procurando por um cadim e também querendo saber tudo sobre...

O Velho e Bom Queijo de Minas


Século XVIII, os portugueses chegam a Minas Gerais em busca do ouro descoberto. Saem a desbravar matas, em suas bandeiras, noite e dia, e, com isto, passam a precisar de um alimento robusto, que durasse o dia todo.À partir de leite fresco, coalhavam queijo, usando de uma técnica que conheciam, adaptada às condições encontradas. Nascia aí uma iguaria.

O pintor Jean-Baptiste Debret, que veio para o Brasil em 1816 realizar quadros para a família real portuguesa, provou do queijo e observou a importância de seu consumo para os brasileiros. Usou a denominação de produto ao referir-se à refeição. Auguste de Saint-Hilaire, um viajante, escreveu toda a receita do queijo naquele início do século XIX. Sua descrição faz menção ao uso do coalho de capivara. Um detalhe que não se usa mais na fabricação atual. Em 1930 acontece a definição da tecnologia empregada na fabricação do queijo minas.

A importância do queijo no dia-a-dia do brasileiro cresceu tanto, que imigrantes europeus resolveram produzí-lo por essas bandas. Em 1888, viera parar na zona da Mantiqueira, trazendo queijeiros da Holanda, um imigrante português, Dr. Carlos Pereira de Sá Fortes. Esta investida resultou na primeira fábrica de queijo holandês no Brasil. No sul de Minas, em 1920, foi a vez de imigrantes dinamarqueses inaugurar no mercado o queijo prato.

A relação do mineiro com o queijo é bem difundida e já gerou um bom número de sátiras. Dizem que o mineiro não sobrevive muito tempo sem o seu "cadim" de queijo. Das muitas piadas tematizadas neste assunto, a mais conhecida é a que o mineiro na roça encontra uma lâmpada de onde sai um gênio após ser esfregada. Ao descobrir que podia fazer três pedidos, o mineiro escolhe um bom pedaço de queijo nos dois primeiros e uma mulher no terceiro, após o qual o mineiro pega seus dois pedaços da iguaria e desce a ladeira, deixando a mulher e justificando que só a teria pedido por ter ficado com vergonha de pedir outro queijo.

Ainda com relação a queijo mineiro podemos falar sobre outros assuntos, que merecem um marcador específico. Um deles as grandes empresas mineiras que criaram oportunidades para si explorando o produto, como a Forno de Minas, que se transformou em uma empresa internacional, produzindo massa para pão de queijo. Há também alguns festivais gastronômicos, festa e salão do queijo, que acontecem em várias cidades do interior do Estado, como por exemplo o Uai Minas, que divulga o queijo do Serro, que foi registrado pelo IEPHA como o primeiro Bem Imaterial de Minas Gerais em 2002 e como Patrimônio Imaterial do Brasil em 2008.

Confira uma receita para fazer queijo minas frescal:

QUEIJO MINAS FRESCAL
   Depositar o leite pasteurizado na panela e aquecer até atingir a temperatura de 36ºC (utilize o termômetro para controlar a temperatura).

   Desligar a chama e fazer a adição dos ingredientes, distribuindo de forma uniforme sobre o leite e mexendo por 30 segundos para cada adição (o coagulante Quimase deve ser sempre o último ingrediente a ser adicionado).

   Após a adição do coagulante, deixar o leite em repouso por um período de 30 a 40 minutos, verificando se ocorreu a formação de uma coalhada lisa, firme e compacta (observe se a mesma começou a se desgrudar da panela; este é um sinal do ponto para se cortar a coalhada). Neste momento o leite apresenta-se na forma de gel, que denominados de "coalhada" ou "coágulo".
Com o auxílio da faca, faça cortes paralelos e cruzados pela extensão da panela, numa distância de uns três centímetros entre um e outro corte.
   Após o corte, deixe em repouso por 5 minutos (observe a formação de um soro com tonalidade esverdeada, isto é um bom sinal de que tudo está correndo bem).
   Após o repouso, inicie a mexedura, com movimentos circulares e lentos, por toda extensão e profundidade da panela. À medida que a massa vai se firmando, mais soro vai sendo expulso de seu interior e a massa vai ficando mais rígida.
O Ponto:

   O ponto do queijo ocorre após 20 a 30 minutos contados a partir do momento do corte (o momento do corte deve ser o tempo inicial para marcar o tempo de fabricação do queijo). Quando a massa esta no ponto, esta fica mais firme e deposita-se com facilidade no fundo da panela, apresenta certa rigidez.
   Se você quiser um queijo mais mole ou firme, basta regular o tempo de mexedura (mexendo mais o queijo fica mais firme e mexendo menos fica mais macio).
A massa deverá então, ser colhida com auxílio da concha e depositada na forma. Observe que quando isto ocorre, o soro flui com certa velocidade pelos furos da forma, ficando somente a massa.
   A altura do queijo é regulada neste momento (importante lembrar que, a massa deverá ainda se acomodar, com a expulsão de mais soro).
   O Queijo Minas Frescal se forma naturalmente, não precisando apertar ou "socar" o queijo!
   Após a enformagem, deixar o Queijo em repouso por 10 minutos e fazer a viragem, passando para uma outra forma, com objetivo de dar acabamento à superficie que não ficou em contato direto com a forma. Importante também é lembrar que a massa esta com certa temperatura e fragilidade, portanto o queijo deve ser manuseado com delicadeza!
A salga do queijo:

   Após a viragem do queijo, adicionar de 5 gramas de sal (uma colher de sopa, rasa) sobre cada superfície distribuindo de forma uniforme. Este tipo de salga é chamada de salga a seco, e o queijo possui uma tendência de absorver o sal lentamente. O sal deve ser refinado e de boa qualidade!
   Após a salga os queijos devem ser levados para geladeira. O consumo pode ser imediato, após terem sido refrigerados. Pessoas que ocasionalmente não queiram ou não possam consumir o sal, podem optar em não salgar o queijo, bastando simplesmente enformá-lo e refrigerá-lo para enfim consumir!
Ingredientes e utensílios: 5 litros de leite pasteurizado (leite tipo "C" ou "B") ou leite direto da fazenda desde que pasteurizado;

3 ml de cloreto de cálcio;

2 ml do Coagulante Quimase (dissolvido em 3 colheres de água filtrada);

1 termômetro para laticínios;

2 formas para queijo Minas Frescal;

Receita caseira para Queijo Minas Frescal.
Dicas importantes: Não utilize leite "homogeneizado" ou leite de "caixinha" (leia no rótulo). Este tipo de leite não serve para fabricar queijos.

   Se utilizar leite direto da fazenda, é necessário efetuar a pasteurização (leia ao final desta receita como pasteurizar em casa o leite para se fabricar o seu queijo). 
GLOSSÁRIO
Coalhar = Talhar, azedar, Fermentar, Coagular.

Pesquisa:
http://www2.uol.com.br/historiaviva/artigos/queijo-de-minas_o_novo_patrimonio_brasileiro.html
http://www.enq.ufsc.br/labs/probio/disc_eng_bioq/trabalhos_grad2004/queijos/tipos.htm
http://www.balkis.com.br/historiadoqueijo.asp
Festa do Queijo

Bem, com a queijeira carregada enfiada na sacola feita de saco de leite junto com uma boa barra de goiabada, vamos seguir viagem!

Inté!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Roberto Drummond



Se houver uma camisa preta e branca pendurada no varal 
durante uma tempestade, o atleticano torce contra o vento. 
Ah, o que é ser atleticano? É uma doença? Doidivana paixão? 
Uma religião pagã? Bênção dos céus? É a sorte grande? 
O primeiro e único mandamento do atleticano 
é ser fiel e amar o Galo sobre todas as coisas. 
Daí, que a bandeira atleticana cheira a tudo neste mundo.
(Roberto Drummond.Trecho inicial da crônica
"Se Houver Uma Camisa Preta e Branca...")

Um dos mais lidos, estudados e comentados autores brasileiros, motivo de inúmeras teses de mestrado e doutorado, um dos mais célebres escritores de Minas Gerais e considerado o introdutor da literatura pop no Brasil, o homenageado da Minaspédia de hoje é Roberto Drummond.

Roberto Francis Drummond nasceu em Santana dos Ferros, MG, em 21 de dezembro de 1933 e faleceu em Belo Horizonte, em 21 de junho de 2002, vítima de problemas cardíacos. Recebeu uma homenagem da prefeitura de Belo Horizonte: uma estátua de bronze em tamanho real na Praça Diogo de Vasconcelos, na Savassi.

Iniciou sua carreira como jornalista na Folha de Minas. Tabalhou também na edição mineira do jornal Última Hora. No ousado e irreverente tablóide da década de 1950, o semanário Binômio, cujo título era uma gozação ao programa do então governador de Minas, Juscelino Kubitschek, e o lema era "99% de independência e 1% de ligações suspeitas" e Roberto guardava um carinho bem especial pelo período em que integrou a equipe. Com apenas 28 anos, assumiu a direção da prestigiada revista Alterosa, que revolucionou a imprensa de Minas Gerais, fechada pela Ditadura Militar em 1964. Em seguida, trabalhou no Jornal do Brasil, no Rio de Janeiro, voltando à Belo Horizonte em 1966. Assinou durante 21 anos a coluna Bola na Marca, do jornal Estado de Minas, e escreveu crônicas para o jornal Hoje em Dia. Roberto Drummond também fez um programa esportivo diário na TV Bandeirantes de Belo Horizonte.

Sua carreira como escritor iniciou-se em com a publicação do romance "A Morte de D. J. em Paris", em 1971. Em dez contos emblemáticos, o escritor revela a delicada fronteira entre realidade e fantasia. Relançado em 1975, este livro bateu recorde de vendas, foi considerado um marco na pós-modernidade da literatura brasileira, lançando a chamada Literatura Pop no Brasil, que é caracterizada por uma narrativa desconexa, recheada de referências a ícones da cultura pop, sem cerimônia, sempre inconclusa e bem próxima do cotidiano, permitindo ao leitor uma multiplicidade de possibilidades de interpretação. O livro recebeu o Prêmio Jabuti de escritor revelação do ano.

Em 1978, ainda localizado na linha de literatura pop, escreveu o romance O dia em que Ernest Hemingway morreu crucificado. Ao dormir em uma sexta feira da paixão, o senador Edward Kennedy e seu cachorro Red Panther  tem um pesadelo: sonham que um homem, cujo nome de guerra é Ernest Hemingway, está sendo crucificado no Brasil.

Sangue de Coca-cola (1980), é um livro que faz a análise de vinte anos de Ditadura Militar no Brasil em uma ótica forrada de esquisofrenia e lisergia. Em um dia 1º de abril, o Brasil tomou Coca-Cola com LSD, entrou numa bad e sofreu alucinações coletivas.


Quando fui morto em Cuba (1982). Marca o fim da fase inicial do autor. Em contos ‘rápidos‘, um extenso painel de época, de uma sociedade marcada pela violência e pelo arbítrio, é traçado. Os temas vão da solidão à ação política e incorporam-se a uma profunda análise do processo de perversão, de deslocamento de idéias por que vem passando o país ao longo de três décadas. Esta obra foi dramatizada para teatro nos anos 80 e a TV Minas produziu uma minissérie de 18 capítulos em 2007 sobre a obra. A emissora já havia enveredado por contos do autor em outros projetos de dramaturgia.



Em 1984, inaugurando-se em uma nova fase literária, com enredos mais complexos, lança o romance Hitler manda lembranças. Um rapaz com cara de anjo violenta meninas e depois as enforca, e um anão assaltante tira o sono dos ricos. Com esse pano de fundo, Drummond, um dos nossos mais inquietantes autores, cria um romance fascinante, cheio de mistérios e intrigas para desvendar o mistério da própria vida e do sonho humano de liberdade e felicidade.

Ontem à noite era sexta-feira (1988). Em meio às tentações de uma cidade erótica - a Belo Horizonte dos dias atuais - o leitor é seduzido de tal maneira que, mais do que cúmplice, torna-se também personagem de uma busca desvairada, por uma razão para estar vivo ou morto.

Em 1991, lançou seu maior sucesso, o romance Hilda Furacão, que foi adaptado para a televisão em 1998, por Glória Perez, numa minissérie.O fato de o livro ter se tornado sua obra-prima resultou numa espécie de prisão. "Sou um eterno refém de 'Hilda Furacão'", dizia. O cenário principal da trama é a capital mineira do final dos anos 50 e início dos anos 60. Os capítulos de Hilda seguem o modelo de suspense dos folhetins, instigando a leitura do próximo. Várias ações ocorrem quase ao mesmo tempo, dando ao texto uma dinâmica expressiva. A história central focaliza a personagem que dá nome ao romance, dona de um famoso cabaré na cidade. A produção da Globo saiu em DVD e é vasto o material disponível no Youtube.



1993, são publicados Inês é morta, pode ser lido no Google Books, e O homem que subornou a morte & Outras histórias 11 contos narrados com despojamento e lirismo.

1994, o autor publica Magalhães: navegando contra o vento, uma espécie de biografia.

2001, a última obra publicada em vida, O Cheiro de Deus, ironiza seu próprio sobrenome e narra histórias do clã Drummond em solo brasileiro.

Publicações póstumas:
* Dia de São Nunca à tarde;
* Os mortos não dançam valsa
* O Estripador da Rua G (saiu pela Fundação de Cultura de Belo Horizonte);
* Uma Paixão em Preto e Branco (Reunião das melhores crônicas de Drummond sobre o Clube Atlético Mineiro).

Roberto Drummond costumava dizer que a morte sempre esteve presente em suas obras. Basta observar o título de cinco dos seus livros.

Toda sua obra está sendo reeditada pela editora Objetiva, na Biblioteca Drummond.

Fontes:
http://www.objetiva.com.br/
http://www.passeiweb.com/
http://www.tirodeletra.com.br/
http://www.olutador.com.br/ Estudo de obras do autor para o Vestibular da PUC-MG.
http://www.atletico.com.br/ Resumo: Uma paixão em preto e branco.
http://www.oyo.com.br/ Resumo: Quando fui morto em-cuba.
http://www.skoob.com.br/Resumo: Hitler manda lembranças.
http://www.submarino.com.br/ Resumo: Ontem à noite era sexta-feira.
http://educacao.uol.com.br/ Resumo: O Cheiro de Deus

Parece que o nome Drummond em terras mineiras é de sorte para o meio literário!

Eu li "A morte de D.J. em Paris" e "Sangue de Coca-Cola". Uma das marcas do texto de Drummond era o seu jeito com a fragmentação de nomes de suas personagens, algumas vezes limitando-se a iniciais apenas. É notável, também, sua preferência e habilidade com títulos de impacto. Tanto para a obra, quanto para os capítulos. As capas de seus livros chegam a ser, também, um detalhe de impacto. 

Bem, voltamos na semana que vem com mais uma página da Minaspédia - A Enciclopédia de Minas. Tá bão assim?

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Gruta de Maquiné




"A mais rica imaginação poética não saberia
engendrar uma tão esplêndida morada 
para os seres maravilhosos; 
diante desta notável gruta, ela seria forçada 
a confessar sua impotência(...)
(...) quanto a mim, confesso que, 
seja quanto à natureza, quanto à arte, 
jamais contemplei algo tão maravilhoso".
Peter Lund sobre a Gruta de Maquiné.

A Jardineira esta semana chegou a Cordisburgo, terra do escritor Guimarães Rosa, a aproximadamente 120km de Belo Horizonte, para falar de uma das maravilhas da espeleologia brasileira: a gruta de Maquiné, a mais visitada do país e considerada uma das mais belas do mundo. Com seus coloridos e enormes salões e suas  grandes estalactites que vêm do teto e que impressionaram o pesquisador dinamarquês e pai da paleontologia e arqueologia no Brasil, Peter Wilhelm Lund (1801-1880) , que buscava refúgio neste país, devido ao clima, da tuberculose que lhe levara dois irmãos.
Descoberta em 1825 pelo português Joaquim Maria do Maquiné, porém, só começou a ser pesquisada em 1834 pelo dinamarquês Peter Lund, uma espécie de Arne Saknussen que pintou por essas bandas.

Estalactites enormes. 
Original em: http://www.viagensmaneiras.com

São 650 metros de extensão e uma profundidade que chega a 18 metros, resultando em uma área de 12.000m². Em seu interior, a temperatura varia entre 18° à 22°C.

O interior da gruta é rico em cor. 
Original em http://www.viagensmaneiras.com

Na entrada da gruta existe uma infraestrutura turística com estacionamento, pousadas, restaurantes e guias que podem ser contratados para ajudar no passeio, conduzindo pelos caminhos das galerias, tecendo informações acerca de cada uma delas, orientando quanto a cuidados a serem tomados para evitar os perigos que podem existir em alguma altura do percurso e também quanto a preservação das paredes. Os guias também informam algumas curiosidades como o local que o explorador Peter Lund teria usado para se acomodar no interior da caverna durante seus estudos; As figuras descritas pelas estalactites em cada câmara; A existência de um pátio, onde um pequeno lago é formado em épocas distintas; E a lenda do Rei Magro.


Passeio virtual pela Gruta. Imagens: Youtube.  
(Ainda não há a opção no Google Street View)
Trilha sonora: Manuel, O Audaz. 1981, Lô Borges e Toninho Horta.

As paredes da gruta delineam figuras que dão nome aos salões. Há uma espécie de ante-sala, bem na entrada, que ainda recebe luz exterior. Continuando o trajeto, chega-se, em seguida, ao salão do Urso,  que é formado por uma ampla sucessão de estalactites.Há o salão do carneiro ou do elefante,  o mais bonito, na minha opinião, onde destacam-se notáveis formações, dentre as quais a de um grande cogumelo. Além do valor espeleológico, na Gruta de Maquiné foram encontradas ossadas humanas e de animais pré-históricos.
Ainda com respeito à gruta, pode-se tecer uma série de novas informações como, por exemplo, o conto da lenda do Rei Magro ou sobre o Museu Guimarães Rosas. Por hora, vamos limitar o resumo às características e localização da Gruta, deixando os outros assuntos para os tópicos em que serão enquadrados posteriormente aqui no Minaspédia, como o Museus de Minas, Cidades de Minas, Escritores de Minas ou Folclore de Minas.

Sites utilizados para pesquisa:
Sua Pesquisa - Informações sobre a espeleologia no Brasil.
Viagens Maneiras - Informações sobre a gruta, horários de visitação e outros.
Circuito das Grutas - Informações turísticas.
Museu das Minas e do Metal - Biografia de Peter Lund.
Informatoz - Mini-expedição pelos caminhos de Peter Lund.
Prefeitura de Cordisburgo
Prefeitura de Lagoa Santa
Prefeitura de Matozinhos
Prefeitura de Pedro Leopoldo