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quarta-feira, 14 de março de 2012

Eike Batista


Nascido em Governador Valadares, MG, filho do ex-ministro das Minas e Energia Eliezer Batista, o homem mais rico do Brasil e o décimo do mundo é simplesmente uma referência obrigatória para qualquer pessoa que deseja se espelhar em alguém para construir uma carreira de sucesso.

Dos tempos de vendedor de seguros de porta em porta, no Rio de Janeiro, o ex-marido da atriz Luma de Oliveira, dono de uma fortuna estimada em U$ 27  bilhões, sempre deixou uma mensagem, lendo-se em sua trajetória, de que devemos ser arrojados ao se perseguir o sucesso, além de termos uma boa conversa. A capacidade de "olhar longe", como em sua aventura de comprar ouro na Amazônia nos primeiros tempos e na aposta no Pré-Sal em se descobrir petróleo, associada à capacidade de trabalhar em equipe fazem parte da sua fórmula.


 Para inspirar pessoas a tentarem conquistas como as que ele colheu, Eike publicou o livro "O X da Questão" pela editora Sextante/Gmt , cuja sinopse da Livraria Saraiva reproduzimos abaixo.

 EIKE BATISTA é um ícone do sucesso no mundo dos negócios. O “x” presente no nome de cada uma de suas empresas é símbolo da multiplicação de riqueza, ousadia, criatividade e capacidade de execução.

Da venda de seguros de porta em porta na Alemanha, da mochila nas costas atrás do sonho dourado nos garimpos da Amazônia ao êxito das aberturas de capital em série, tudo em Eike é superlativo, único e surpreendente.


Em O X da questão, o maior empreendedor brasileiro narra com sinceridade ímpar suas aventuras de desbravador, desde os maiores sucessos até as experiências que não deram certo e os erros cometidos no curso de projetos vitoriosos. Há lugar também para o que ele qualifica como estresses que o fizeram crescer, a começar pela asma na infância.


Eike Batista expõe ainda o arsenal teórico que está na origem de tantos negócios bem-sucedidos e que é hoje uma cartilha no Grupo EBX: a Visão 360 graus, bússola que norteia as ações do grupo e permite que cada empresa seja uma peça num grande mosaico integrado.


terça-feira, 13 de março de 2012

Villa Nova de Nova Lima


Das equipes mineiras de futebol em atividade, o Villa é outra que completou seu centenário em 2008. Fundado no dia 28 de junho de 1908 por trabalhadores de uma empresa de mineração, a Saint John Del Rey Mining Company Limited, conhecido como “o leão do Bomfim”, o Villa tem uma história de conquistas, se sagrando como o primeiro clube tricampeão em Minas Gerais.

Das muitas conquistas do leão, o site do clube registra além do primeiro tricampeonato estadual de uma equipe mineira de futebol, o supercampeonato disputado contra o Atlético Mineiro em três partidas emocionantes em 1951 e os campeonatos Zona Centro do Torneio Centro-Sul, promovido pela Confederação Brasileira de futebol, CBD, em 1968 e a Copa Centro, torneio da Federação Mineira de Futebol. Este em 1974.

O Villa também inclui em suas proezas o título da Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 1971, um torneio equiparado à série B nos dias de hoje, já que o que seria a série A na época, vencida pelo Atlético Mineiro, era chamado de Divisão Extra. O Villa se sagrou campeão vencendo na final a equipe do Remo do Pará em três jogos, tendo perdido o primeiro em Belém e vencido os outros dois, jogando no Independência, em Belo Horizonte.

O Villa fez história com suas cores vermelho e branco no certame mineiro. Em 1997, decidiu o campeonato regional com o Cruzeiro. A segunda partida desse confronto, no Mineirão, obteve um marco histórico em número de pessoas presentes, 137 000, considerado o jogo com o maior público no estádio.


TÍTULOS
1932 - Campeão da Liga Mineira de Futebol
1933/1934/1935 - Tricampeão Mineiro
1937/1945/1946/1947/1953/1997 - Vice-campeão Mineiro
1951 - Supercampeão Mineiro
1968 - Copa Centro Sul do Brasil
1971 - Campeão Brasileiro da Segunda Divisão
1974 - Campeão da Copa Centro de Minas Gerais
1976 - Campeão do Torneio de Incentivo/Federação Mineira de Futebol
1977/2006 - Bicampeão da Taça Minas Gerais
1987 - Campeão do Torneio de Incentivo
1996/1997/1998/1999 - Tetracampeão Mineiro do Interior

Conforme o site do Villa, http://www.villanovamg.com.br, o clube ainda possui equipes em outras categorias esportivas como o futsal, a natação e o voleibol.
Atualizado o endereço do site: https://portalvillanova.com/

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

TV Itacolomi



"Não existe hoje, fora a bomba atômica, reação maior na sensibilidade de um meio coletivo do que a televisão". Francisco de Assis Chateaubriandt em artigo de O Jornal (10 de novembro de 1955) sobre a chegada da TV a Minas.
Em http://vendoideais.blogspot.com/2011/01/pioneira-tv-itacolomi.html



Mais um grande show, muita atração
Tem coisa nova na televisão
Itacolomi
O seu canal 4 vai lhes mostrar
Um novo show espetacular
Vinheta de abertura

Pela Itacolomi
A sessão vai começar
Pra você se divertir
Tem cinema em seu lar
Vinheta da sessão de cinema Cinema na Itacolomi

Sempre na liderança
Canal 4, Belo Horizonte
Minas Gerais
Vinheta de intervalo
Vocês não podem perder
Um programa que já vem aí
Romance, emoção, sensação, novela
Na itacolomi
Vinheta de chamada da programação


Olha como é bacana
Você ligar a TV
Quem tem voz está aqui
Primeira vinheta

Você vai saber pela Itacolomi
Noticias daqui, notícias de lá
Notícias de todo lugar
O canal 4 é o primeiro a dar
Vinheta do jornalismo

A ZYA 721 - PRB3 – TV, adquirida a concessão em 1951, mas só inaugurada às 19:30 do dia 8 de novembro de 1955 por causa de impasses com o governo de Getúlio Vargas, que sofria imposição em seu segundo mandato por um grupo de emissoras e decidiu dificultar as novas implantações de canais de televisão no país, fundada pelo visionário paraibano Assis Chateaubriand, que a integrou ao seu Diários Associados, do qual fazia parte a TV Tupi de São Paulo, a pioneira das emissoras de televisão no Brasil, a TV TUPI do Rio, os jornais Estado de Minas e Diário da Tarde e as rádios Mineira e Guarani, a TV Itacolomi, em vez de TV Rádio Guarani como constava na licença 29.905/54, pois Chateaubriand resolveu, em tempo, homenagear um pico da cidade, a “TV dos mineiros” como ficou conhecida, começou suas transmissões do 23º andar do edifício Acaiaca, na av. Afonso Pena, em Belo Horizonte, Minas Gerais, o, então, mais alto da capital, num processo de aprendizado enquanto se fazia experimentações por seus técnicos aventureiros, profissionais em maior parte vindo do rádio, e se dirigindo a poucos telespectadores que compunham um grupo seleto de pessoas mais abastecidas financeiramente e com nível cultural melhor, sendo considerada àquele momento como a mais moderna emissora de televisão do país. Antes da inauguração havia sido feito testes de transmissão pelos engenheiros da emissora, sendo que a primeira vez que a cidade viu uma imagem transmitida do alto do Acaiaca, na ocasião a torre da Igreja São José com o relógio marcando duas horas e cinqüenta e cinco minutos da tarde, foi no dia 21 de abril de 1955, numa alusão não confirmada à data de comemoração da Inconfidência Mineira. Após esta prosseguiu-se com transmissões de filmes e desenhos animados conseguidos de diversas fontes, até mesmo com a doação de particulares, dos quais alguns recebiam a narração dos locutores da rádio Guarani.
Belo Horizonte à essa altura era uma cidade em processo de industrialização. A maior parte da população não possuía condições financeiras para ter um aparelho receptor de TV em casa. Contudo, a fundação de uma transmissora de sinais de TV na capital funcionou como um dispositivo facultador do progresso no Estado. 
Além da limitação de telespectador por causa de assuntos financeiros, a pioneira ainda enfrentou algumas paranóias como o medo de a antena de transmissão cair do alto do edifício onde foi instalada ou de que um avião pudesse se chocar contra ela. No entanto, não demorou muito e as cidades vizinhas de Belo Horizonte já recebiam os sinais da TV Itacolomi e a emissora ganhava o status de veículo de comunicação popular, devido a algumas transmissões especiais realizadas, entre elas uma feita para a penitenciária de Neves.
Chateaubriand esteve em BH para fazer uma pré-estréia da TV, sem que a equipe de transmissão estivesse preparada. O que causou um certo pânico, mas que no final deu tudo certo. Em seu discurso, dirigido ao povo mineiro, Assis disse que a Itacolomi nascia como a mais moderna da América Latina e ainda mencionou o fato de a transmissão em cor estar em franca experimentação em alguns países e que seria um acontecimento breve para o telespectador brasileiro ver transmissões com tal característica.


Tão logo fecharam os testes com a transmissão oriunda do Acaiaca e do caminhão de externas, iniciou-se definitivamente a veiculação dos sinais com uma estrutura excelente para a época: com três câmeras no estúdio e outras três para as externas. A imagem de estréia trazia o locutor Bernardo Grimberg rompendo um círculo de papel com o logotipo da RCA, aconteceu a benção do bispo da Igreja Católica, as falas do presidente da república Juscelino Kubitschek, do diretor geral da Associadas, seu diretor em Minas, Newton de Paiva Ferreira, o engenheiro Victor Purri Neto e o banqueiro do banco da Lavoura, Cristiano Guimarães, responsáveis respectivamente pelo financiamento e estruturação da emissora, além da madrinha da emissora, Ana Amélia Faria.
A primeira grade foi acompanhada através de aparelhos que foram espalhados pela cidade por uma multidão que mais tarde se transformaria nos televizinhos e televisitas – os filões de aparelho de televisão que ainda não podiam comprar um – e trazia, intercalados por comerciais ao vivo apresentados por garotas-propaganda vindas da TV Tupi de São Paulo, os programas:
20:50 – Coro Pró-História
21:15 – Espetáculo de dança do Ballet Minas Gerais
21:45 – Honra ao mérito
23:10 – Minas por Minas. Apresentando as artes de Minas.
A programação diária foi montada, seguindo exemplo daquilo que era feito no Rio e em São Paulo, com destaque para o teleteatro, com o compromisso de se enquadrar dentro dos preceitos morais e cristãos, conforme disse em seu discurso o diretor das Associadas em Minas Gerais. Vários artistas de Minas Gerais e dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo foram contratados nos primeiros dias para que se pudesse convencer os comerciantes da capital a anunciar durante a programação da emissora e com isto se fazer um faturamento que permitisse a manutenção e o avanço dela. A importação de artistas durou até que se encerrassem as comemorações de inauguração, depois disso a Itacolomi fez valer a vocação que lhe deu fama, a de ser uma televisão regional, na qual os artistas locais predominavam. Participaram desse período: Helvécio Guimarães, Lady Francisco, Rodolfo Mayer, Leny Eversong, Dalva de Oliveira, Sivuca, Jackson do Pandeiro, Eva Todor, Cacilda Becker, Lolita Rodrigues, Erlon Chaves, Wilma Bentivegna, Ângela Maria e o músico Ary Barroso. E destacaram-se na programação pioneira o Ballet Minas Gerais, dois coros de igreja: o Pró-Hóstia e o Pio X, o palhaço Muxiba, vivido por Floriano Andrade, a peça O Cara de Aço, as missas transmitidas nos dias 13 e 15 pelo caminhão de externas, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e uma mesa-redonda que contou com a participação de políticos da sociedade mineira.
O telejornalismo chegou após as comemorações de estréia. O noticiário precursor foi o Repórter Real, batizado com esse nome por causa do patrocinador, Real Aerovias Brasil, e recebia o material ilustrativo e informativo do jornal O Estado de Minas. O formato era tal qual o modelo usado no Rio e em São Paulo, com apresentador lendo o texto sentado à uma mesa de frente para a câmera, revezando com o aparecimento de fotos e gráficos ilustrados, enquanto não se chegava a era de inserir também filmagens dos acontecimentos nacionais. O Repórter Esso veio logo a seguir, com o apresentador Luiz Cordeiro na locução das notícias redigidas por Ramon Lago, jornalista que utilizava telegramas enviados em inglês pelas agências.
A TV expandia sua programação, passa a durar mais tempo no ar aos domingos, a partir das 10 horas da manhã, e aumenta o número de transmissões através do caminhão de externas, agora com o futebol revezando com missas e teatro, tendo que para isso preencher os espaços demandados para as montagens, desmontagens e locomoção do caminhão com programas de estúdio.
Em 1959 inaugurou-se um link de transmissão com a Tupi do Rio de Janeiro e com isto a programação local sofreu baixa, se mantendo apenas os programas que competiam na preferência da audiência nativa. Assim foram parar na TV dos mineiros as telenovelas que eram produzidas naquele centro e também alguns modismos típicos da sociedade carioca. A partir de 1960 inicia-se a concorrência em Minas com novas emissoras surgindo, focando sua programação, com exceção da TV Alterosa, que foi concedida a jornalistas mineiros e entregue a administração da  Associadas por causa de falta de recursos para implantá-la, naquilo que era produzido e emitido do Rio de Janeiro e de São Paulo e o resultado foi considerado por uns como fator de evolução da sociedade local e do interior de Minas, e por outros, um lamento pela morte da tradição de se fazer uma TV nativa.
Em 1961 o tempo de duração dos intervalos comerciais foi limitado para três minutos, de acordo com um decreto estabelecido pelo presidente Jânio Quadros.
À partir de 1965, não bastasse a concorrência da TV Belo Horizonte, que fazia com que as emissoras se preocupassem com uma produção mais qualitativa de programas e comerciais, o videoteipe aparece e passa a significar mais um golpe ao status de TV de produção local que a Itacolomi desejava manter pra sempre. Uma vez gravados com antecedência os programas feitos no eixo Rio-São Paulo podiam ser trazidos facilmente e integrar a transmissão de suas coligadas em Minas. Cada vez mais esses dois centros determinavam o que seria visto nos aparelhos receptores de todo o país, conforme o escritor Inimá Simões, e o mineiro é fadado a ver seu espaço na televisão reduzido a um tempo bem limitado aberto nas emissoras que traziam do Eixo a programação.
Com o passar do tempo a programação de televisão no Brasil deu lugar a programas que vinham do exterior – Estados Unidos, Inglaterra, Itália, México – tendo nacionalmente perdido terreno as produções nacionais. Foi a era da invasão dos enlatados estrangeiros. Em seus primeiros anos, a Itacolomi alcançou um sucesso ainda não superado nos quisitos inovação técnica, ousadia e qualidade artística e produziu cinco telenovelas. São elas: Uma Consciência de Mulher, Apenas um Fantasma, Rosa Maria, Estrada do Pecado, por Janete Clair, Sinete Fatal. Além dos já citados, outros programas locais da emissora que atingiram boa audiência foram Universidade Popular da Manhã, educativo jovem comandado por André de Carvalho no final da década de 1960, Bombeiros em foco, jornalístico apresentado por Ubaldino Guimarães, Discotape, 1978, com Dirceu Pereira. Além da Missa Dominical os católicos acompanhavam sempre aos domingos Don Serafim em seu A Palavra de Deus. A Tia Dulce, que faria sucesso nas manhãs da TV mineira à partir de 1980 com o seu Clubinho da Tia Dulce na TV Alterosa, começou na TV como garota-propaganda de um programa da Itacolomi chamado Sessão Feminina em 1955.
A TV Itacolomi, junto a mais sete emissoras, teve seu óbito em 18 de julho de 1980, às 10h27m, por decreto de perempção assinado no governo Figueiredo e transmitido via telex, quando agentes do Dentel (Departamento Nacional de Telecomunicações) lacraram a antena transmissora de cada emissora da Associadas.
O Jornal do Brasil de 19/7/1980 fez uma matéria especial explicando como foi a baixa de cada emissora do grupo Associadas e assim foi a nota sobre a operação em Minas:

BELO HORIZONTE: 10H27M
Belo Horizonte - A direção dos Diários e Emissoras Associados em Minas ainda não decidiu o que fará com os 300 empregados da TV Itacolomi, que ontem não chegou a entrar no ar. Por enquanto, nenhuma demissão foi anunciada e, ontem, em nova nota, o Sindicato dos Jornalistas de Minas exigiu que o Governo se responsabilize pelo reaproveitamento dos 300 demitidos.
A decisão dos Associados sobre os funcionários só deve ser anunciada segunda-feira e, se demitidos, os optantes pela CLT serão indenizados pela própria empresa, cabendo ao Governo pagar aos demais. A nota do Sindicato dos Jornalistas diz que "o Governo deve ser responsabilizado pelo destino dos empregados da TV, promovendo o reaproveitamento de todos pela nova concessionária, ou então pelas empresas estatais."
DESOLAÇÃO - Ontem, após a retirada da emissora do ar, às 10h27m, quando representantes do Dentel desligaram os dois cristais dos transmissores da Itacolomi, na Serra do Curral, o clima entre os funcionários, que já em de completa tristeza, chegou à desolação. A emissora não chegou a ir ao ar e foi retirada pelo Dentel quando restavam no vídeo as cores para a programação. Apesar disto, às 12 horas, repórteres da Itacolomi tentavam ouvir do Governador Francelino Pereira opinião sobre a crise na empresa.
A operação de retirada do ar e lacre nos transmissores foi executada sob ordens do diretor do, Dentel em Minas, Coronel Fleury, e amparada por um batalhão de choque da de PM, que se deslocou até o prédio central da emissora. Durante todo o dia, uma guarnição da radiopatrulha permaneceu em frente ao local. O Sr Francelino Pereira disse estar atento ao problema e lamentou a decisão, que, afirmou, "ninguém esperava, tendo em vista seus relatórios e sua situação financeira".
 Em breve postaremos arquivo no Google Docs contendo grades da programação da Itacolomi de diversas épocas, informações adicionais e imagens.

FONTES DA PESQUISA
TV Itacolomi - Uma tv para os mineiros.pdf por Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação
http://tvpiratinicanal5rs.blogspot.com
http://tvitacolomi.com.br
Página do Carlos Fabiano Braga. Fotos e informações exclusivas: http://www.fabiano.pro.br
Ebook: http://www.youblisher.com/p/150221-Relatorio/

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Museu das Reduções


Às margens da Rodovia dos Inconfidentes em Amarantina, MG, distrito de Ouro Preto, distante 25km da cidade, se encontra o Museu das Reduções, que hospeda  réplicas reduzidas e detalhadas que registram  quatro séculos da arte e arquitetura brasileira,  produzidas ao longo de quase 30 anos, por volta de 1978, por quatro talentosos  irmãos aposentados: Ênio, Décio, Evangelina Vilhena e Sylvia.


É possível conhecer com bom acabamento detalhes de edifícios de cada período da história do Brasil. Não só as construções barroquinas, com sua arquitetura arrojada e minuciosamente detalhada em adornos, como também os prédios mais modernos, como os de Brasília. As réplicas foram construídas com o mesmo tipo de material usado em seus originais.
Imagem original: clique!
Há, hoje, 29 réplicas reduzidas de construções marcantes de 15 Estados brasileiros, que foram sugeridas pelas secretarias de cultura de cada Estado. Exposto no museu, é possível ver a Fazenda do Resgate, de Bananal/SP, a Usina de Marmelos Zero, de Juiz de Fora, a Igreja da Pampulha, de Belo Horizonte, e a Casa dos Contos, de Ouro Preto, dentre outros monumentos. Todos seguiram a primeira miniatura: a Igreja de Nossa Senhora das Dores, de Campanha, MG, terra natal dos artesãos, cujo original data de 1799 e ainda guarda suas características de estilo colonial de linhas puras.
Imagem original: clique

Não foi um trabalho fácil e nem tampouco barato. As obras modeladas tiveram que ser fotografadas para depois ter sua planta desenhada. E para garantir mais fidelidade aos detalhes, por vezes os artistas tiveram que voltar ao local de origem das construções.

 Vista dos detalhes das réplicas. Original: Clique!

"O valor cultural destas obras não define apenas o perfil de um povo ou reza pela preservação da memória e da vocação natural desta gente para o artesanato. Representa a luta pela sobrevivência de todas as tradições desta arte de rara expressão, onde só a dedicação e o talento dos artesãos não foram diminuídos." (Trecho retirado do site Projeto Redução).

Casa dos contos de Ouro Preto. Imagem original: clique!

TEXTO
AAVítor (com adaptações)

FONTES DE PESQUISA
Projeto Redução: http://www.projetoreducao.com.br/
Brasil Diário: http://www.brasildiario.com
Blog Circuito do Ouro. http://circuitodouro.blogspot.com.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Selton Mello


Filho de Passos, Minas Gerais, nascido em 30 de dezembro de 1972, Selton Figueiredo de Mello é hoje um dos principais atores da dramaturgia brasileira, profissão que traçou desde a infância, cuja dedicação o fez tornar destaque e figura quase obrigatória no cinema, no qual divide com o ator Wagner Moura o sucesso de público e bilheteria dos filmes atuais, e principalmente na televisão, onde atua desde 1981, tendo trabalhado, além da Rede Globo, nas emissoras Rede Bandeirantes e TV Manchete. 


O grande impulso na carreira de Selton, que o fez ganhar uma notoriedade importante,  foi quando viveu o inesquecível covarde trapalhão Chicró no filme para cinema O Auto da Compadecida, ao lado de um grande elenco.


Trailer do filme O Auto da Compadecida. Globo Filmes / Columbia TriStar. 2000.

Selton também já fez dublagem e agora envereda pelo campo da direção cinematográfica. Selton é irmão do também ator Danton Mello.




Os trabalhos que Selton exerceu até aqui:

Televisão
1979 - Marron Glacê - Reginaldo
1980 - As Três Marias - Kennedy
1981 - Dona Santa - Sidney
1983 - Braço de Ferro - Raimundo
1984 - Corpo a Corpo - Ronaldo Pellegrini
1986 - Sinhá Moça - Rafael (Criança)
1986 - Caso Verdade, Diário de um Adolescente - Genésio
1988 - Fera Radical - Teodoro
1989 - O Salvador da Pátria - Guilherme
1990 - Pantanal
1990 - Desejo - João Medeiros
1992 - Pedra sobre Pedra - Bruno
1993 - Você Decide, Laços de Sangue
1993 - Olho no Olho - Juca
1994 - Tropicaliente - Vítor Velasquez
1995 - A Próxima Vítima (telenovela) - Tonico Mestieri
1996 - A Comédia da Vida Privada, O Grande Amor da Minha Vida
1996 - A Comédia da Vida Privada, Parece Que Foi Ontem - Valdemar
1997 - Guerra de Canudos - Tenente Luís
1997 - A Indomada - Emanuel Faruk

Selton em papel que lhe deu bastante destaque na televisão.

1999 - O Auto da Compadecida - Chicó
1999 - Força de um Desejo - Abelardo Sobral
2000 - A Invenção do Brasil - Diogo Álvares (Caramuru)
2000 - Brava Gente - O Condomínio
2001 - Os Maias - João da Ega
2001 - Os Normais, Um Sábado Normal - Nilo
2003 - Casseta & Planeta, Urgente! - Ele Mesmo
2003 - Os Normais - Bernardo
2004 - Os Aspones - Tales
2007 - O Sistema - Matias (Mat)
2010 - A Cura - Dimas Bevilláqua
2010 - Comédia MTV - Ele Mesmo
2011 - A Mulher Invisível - Pedro

Trecho de um episódio da conceituada versão para televisão
do filme A Mulher Invisível.
Cinema
Como ator
1990 - Uma Escola Atrapalhada (infantil com Renato Aragão) - Renan
1993 - Lamarca
1995 - Flora - Remo
1995 - Razão Pra Crê
1996 - Guerra de Canudos - Tenente Luís
1996 - O Que É Isso, Companheiro? - Oswaldo
2000 - O Auto da Compadecida - Chicó
2001 - Lavoura Arcaica - André
2001 - Caramuru - A Invenção do Brasil - Diogo Álvares (O Caramuru)
2003 - Lisbela e o Prisioneiro - Leléu
2004 - O Coronel e o Lobisomem - Pernambuco Nogueira
2004 - Garotas do ABC - Salesiano de Carvalho
2004 - Nina - Amigo de Ana
2006 - Árido Movie - Bob
2006 - Tarantino's Mind
2007 - O Cheiro do Ralo - Lourenço
2007 - Os Penetras - Beto
2008 - Feliz Natal
2008 - A Erva do Rato
2008 - Os Desafinados - Dico
2008 - Meu Nome não É Johnny - João Guilherme Estrela
Trailer do filme que marca definitivamente o ator como 
um grande nome do cinema brasileiro da atualidade.

2009 - Reflexões de um Liquidificador - Liquidificador
2009 - Reis e Ratos
2009 - A Mulher Invisível - Pedro
Cena do filme A Mulher invisível. Grande momento da carreira de Selton. 
O filme recebeu uma versão para seriado de televisão, que foi muito elogiado.


2009 - Jean Charles - Jean Charles de Menezes
2010 - Lope - Marqués de Navas
2010 - Federal - Dani
2011 - O Palhaço - Benjamin / Pangaré

Como diretor
2005 - Quando o Tempo Cair
2008 - Feliz Natal
2009 - Esconderijo, clipe de Ana Cañas
2011 - O Palhaço

Três clipes da banda Ira! e do seu ex-vocalista, Nasi.

Dublagens
Charlie Brown (versão Herbert Richers)
Ralph Macchio - Karate Kid 1, 2 e 3
Josh Brolin - (Brandon 'Brand' Walsh) - Goonies
Kiefer Sutherland - Linha Mortal
Asnésio - Duck Tales
River Phoenix - Indiana Jones e a Última Cruzada
Jones - Loucademia de Polícia
Teddy Ruxpin
David - Dinosaucers
Kusco - A Nova Onda do Imperador
Gato - Sete Vidas
Kenai - Irmão Urso
Lutas
Ned - Sexta-Feira 13

Em 2011 Selton foi Indicado ao Prêmio Extra de TV na categoria Melhor ator por seu trabalho com a personagem Pedro no seriado A Mulher Invisível. Também em 2011, com O Palhaço" no Festival de Cinema de Paulínia de 2011, o ator levou o prêmio de Melhor Diretor e Melhor Roteiro.

FONTES DE PESQUISA
Biografia: http://www.telehistoria.com.br
Lista de trabalhos: Wikipedia


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